Conteúdo:
Objetivo:
Introdução
Na última aula vimos como o relevo é classificado entre planaltos, planícies e depressões, além das formas e características do litoral brasileiro.
Nesta aula, vamos relacionar o relevo com os minerais disponíveis no território brasileiro e como funciona sua exploração econômica.
Ao final, você estará familiarizado com os minerais presentes no Brasil e com a infraestrutura necessária para realizar essa complexa atividade.
Mineral e minério, qual a diferença?
No passado, a mineração deu um novo impulso no processo de colonização brasileiro e a exploração do ouro e de outros metais preciosos durou séculos no território. Na sociedade atual a relação com os minerais é altamente evidente, seja na agricultura através do solo e nossa alimentação; com o desenvolvimento da indústria, da construção civil ou dos equipamentos eletrônicos, como os smartphones formados por silício, ouro, prata, quartzo etc., todos são formados por minerais.
As casas utilizam o tijolo, que é feito de argila, as fundações são feitas de areia, calcário e ferro, a pintura, o forro de gesso, cerâmicas e muitos outros objetos do nosso cotidiano não existiriam se não fossem os minerais. Veja alguns exemplos abaixo:
Fonte: Confea.org.br
Os minerais são produzidos sem a interferência humana, ou seja, são substâncias inorgânicas, naturais. Geralmente os minerais se encontram no estado sólido e possuem uma fórmula química definida e seus átomos formam uma estrutura cristalina. Os minerais se associam e formam rochas (Vide aula sobre o Ciclo das Rochas do 1º ano).
Já o minério está relacionado ao seu potencial econômico a fim de serem explorados. Eles são aglomerados de minerais com concentrações variáveis que podem ser utilizadas como matérias-primas industriais. Por exemplo, do minério Hematita, extrai-se o ferro; da Bauxita, o alumínio, da Pirolusita, o manganês, e assim por diante. São classificados em metálicos, não-metálicos, e energéticos.
Estrutura geológica e reservas minerais
A relação entre as rochas e a estrutura geológica fica mais evidente na medida em que podemos observar as diferentes concentrações de minerais pelo território. Veja o mapa abaixo:
Fonte: Vesentini (2013).
Os escudos cristalinos, como sabemos, são os terrenos mais antigos desde a era Pré-Cambriana e sofreram intensa erosão ao longo de milhões de anos. Nessa área pode-se encontrar granitos e gnaisses (empregadas na construção civil, por exemplo) e minério de cromo, caulim, grafita. Os terrenos proterozoicos são mais importantes economicamente, pois neles estão localizadas as principais riquezas minerais do Brasil, como minério de ferro e de manganês, ouro, níquel, chumbo, prata e diamantes.
Nas bacias sedimentares, a maior parte do país, distribuem-se desde a era Paleozoica até a Cenozoica. As principais riquezas minerais exploradas economicamente de forma intensa são o petróleo e o carvão mineral. Com exceção do fundo do mar, onde estão os maiores depósitos de petróleo do Brasil, ainda não se descobriu grandes quantidades no continente.
O petróleo extraído do litoral brasileiro (Recôncavo Baiano, Sergipe, etc.) foi formado nas eras mesozoicas. No conjunto do Planeta cerca de 30% das reservas de petróleo datam dessa era e os outros 60% são da era Cenozoica. No Brasil, as bacias sedimentares para exploração de petróleo são localizadas na Amazônia e em alguns trechos do litoral.
As jazidas e os tipos de minérios
Os minérios podem se concentrar com grandes volumes em regiões específicas do território formando as jazidas minerais.
Há nas jazidas além de minerais, fósseis encontrados na superfície ou no interior que apresentem valor econômico, constituindo riqueza mineral do País. O mapa abaixo reúne concentrações específicas de minerais selecionados no país.
Fonte: Bizzi (2003, p. 378).
Nele, observam-se os minérios metálicos, ou seja, aqueles que apresentam em sua composição grande concentração de substâncias que podem conduzir eletricidade e calor, além de grande maleabilidade e durabilidade, como o ferro, o manganês, o estanho, a bauxita (alumínio) e o nióbio. O Brasil é um dos líderes mundiais na exploração desses minérios.
Já os minérios não-metálicos podem ser definidos como aquelas substâncias que, mesmo não apresentando altas concentrações de metais, são importantes matérias-primas para as indústrias. Ex.: a argila, o calcário, as pedras preciosas, a grafita, o fosfato e o potássio.
Os minérios energéticos, por sua vez, são aqueles que podem ser aproveitados para a transformação de sua energia química em outras fontes de energia, como térmica ou a mecânica. Os principais são: o petróleo, o carvão mineral, o gás natural e o urânio. (Ver aula Fontes de energia I, sobre combustíveis fósseis).
Localização dos principais recursos minerais do Brasil
Os recursos minerais são também commodities. Isso significa que são produtos que funcionam como matéria-prima, produzidos em escala e que podem ser estocados sem perda de qualidade, como petróleo, suco de laranja congelado, boi gordo, café, soja e ouro. O termo commodity vem do inglês e significa mercadoria.
No Brasil, o ferro, por exemplo, é uma importante mercadoria de exportação. O ferro é caracterizado como um dos metais mais importantes para a atividade industrial em função da sua durabilidade, dureza e abundância e também por ser um produto barato. É utilizado na fabricação do aço e extraído da hematita, entre outros. O Brasil possui a quinta maior reserva do mundo, atrás da Ucrânia (1º), Rússia (2º), China (3º) e Austrália (4º).
Umas das maiores concentrações de ferro no território brasileiro localiza-se no Quadrilátero Ferrífero, localizado em Minas Gerais, delimitado pelas cidades de Belo Horizonte, Santa Bárbara, Congonhas e Mariana. É uma área estratégica, por estar situada nas proximidades das grandes siderúrgicas do Sudeste e pela facilidade em escoar a produção pela estrada de ferro Vitória-Minas e pelo porto de Tubarão (ES). Responde por 70% da produção de ferro no país.
A outra região com grande concentração de minérios do Brasil é a situada na Serra dos Carajás, localizada no sudeste do Pará, entre os rios Tocantins e Xingu. Descoberta por acaso em 1967, quando geólogos que prospectavam manganês na região notaram um pó avermelhado de hematita em um pouso de emergência de helicóptero, a jazida é considerada a maior de minério de ferro de alto teor do mundo. Os direitos de exploração pertencem à Vale (antiga companhia Vale do Rio Doce privatizada em 1997), que hoje exporta a maior parte da produção para a China, seu principal cliente, além de Japão e Coreia do Sul. O transporte da produção é feito pela estrada de ferro Carajás em direção ao Terminal de Ponta da Madeira, e escoada pelo porto de Itaqui (São Luís - MA). Também foi construída a hidrelétrica de Tucuruí (3ª maior do Brasil, atrás de Itaipu e Belo Monte) para o abastecimento energético.
Fonte: Organizado pelo autor.
Podemos, portanto, reunir alguns principais minérios extraídos no Brasil:
Além desses minérios já consolidados, dois deles vêm ganhando destaque crescente por causa da transição energética mundial e da eletrônica de ponta: o lítio e as terras raras.
O lítio, apelidado de "ouro branco" por causa de sua importância para as baterias de veículos elétricos, celulares e computadores, é hoje extraído principalmente do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, região que concentra cerca de 85% das reservas conhecidas do mineral no país. O Brasil já é o quinto maior produtor mundial de lítio, e a produção cresceu de forma explosiva na última década: só entre 2021 e 2022, a produção nacional aumentou mais de 400%. O governo de Minas Gerais batizou a região de "Vale do Lítio" e tem atraído investimentos internacionais, já que a demanda por baterias tende a crescer junto com a frota mundial de carros elétricos.
Já as terras raras são um grupo de 17 elementos químicos essenciais para ímãs de alta performance, motores elétricos, turbinas eólicas, telas de celular e até equipamentos militares. Apesar do nome, não são necessariamente raras na crosta terrestre, mas são difíceis e caras de extrair separadamente. O Brasil possui a segunda maior reserva mundial de terras raras, atrás apenas da China, concentrada principalmente em Araxá e Poços de Caldas (MG) e Catalão (GO). O problema é que o país ainda produz muito pouco desse potencial: em 2024, a produção brasileira foi de apenas 20 toneladas, menos de 1% do total mundial, o que mostra a distância entre ter a reserva no subsolo e efetivamente transformá-la em produção industrial.
Balança comercial
A Balança Comercial registra os valores das importações e das exportações de mercadorias de um país. Se o valor das exportações superar o das importações, diz-se que a balança comercial apresenta um superávit. Se ocorrer o contrário, há um déficit.
O Brasil exporta minério de ferro, nióbio, bauxita, manganês, cassiterita (estanho) e níquel, entre outros, pois os possui em grande quantidade. Entretanto, importa cobre, carvão mineral, zinco, prata, tungstênio, enxofre e potássio, pois não há em abundância no território.
Em 2024, segundo o IBRAM (Instituto Brasileiro de Mineração), o setor mineral teve um saldo comercial de cerca de 34,9 bilhões de dólares, equivalente a 47% de todo o saldo positivo da balança comercial brasileira naquele ano, e os principais minérios produzidos foram:
Fonte: IBRAM (2022).
O Brasil exportou cerca de 400 milhões de toneladas de minérios em 2024, gerando uma receita de aproximadamente 43,4 bilhões de dólares, dos quais o minério de ferro sozinho respondeu por 68,7% do total exportado. Do lado das importações, o país trouxe 41,2 milhões de toneladas de outros minérios que não produz em quantidade suficiente, ao custo de 8,5 bilhões de dólares. Esse número mostra o quanto a mineração segue sendo estratégica para a economia brasileira: em anos de instabilidade em outros setores, é frequentemente o saldo positivo gerado pela exportação de minérios que evita uma queda ainda mais acentuada da balança comercial do país como um todo. (Voltaremos nesse tema na aula sobre o Brasil na era da Globalização).
Questão ambiental e mineração
A mineração no Brasil e no mundo abarca uma importante parcela da economia de um país. Os minerais são recursos não renováveis e seu processo de extração é considerada uma atividade não sustentável, haja vista o grau de interferência no meio de vida do ser humano.
De modo particular, o meio ambiente é afetado devido a abertura de cavas (retirada da vegetação, escavações, movimentação de terra e modificação da paisagem local); pelo uso de explosivos no desmonte de rochas, provocando a vibração do terreno e o lançamento na atmosfera de fragmentos, gases, poeira; o transporte e beneficiamento do minério (geração de poeira e ruído), afetando a água, o solo, o ar, além de provocar doenças respiratórias, dentre outras coisas na população local. O grande desafio é buscar um modelo de exploração com responsabilidade e sustentabilidade, sem degradar o meio ambiente, ou ao menos com reduzido impacto, o que está na ordem do dia com debates em todas as esferas científicas e políticas.
No Brasil, a Constituição Federal de 1988 (artigo 225) determina que a utilização de recursos minerais deixa o empreendedor obrigado a recuperar o meio ambiente degradado. Nesse sentido, o agente de exploração deve zelar pelo bem público, o meio ambiente, enquanto cabe ao Estado o papel de fiscalizar o cumprimento da lei. Por isso, a integração de órgãos e competências nas três esferas (federal, estadual e municipal), e também da sociedade, pode garantir um efetivo cumprimento da legislação ambiental e mineral, assim como a recuperação de ambientes degradados. Além disso, há exigência para que a empresa interessada na exploração mineral apresente um relatório de impacto ambiental (RIMA) e um plano de recuperação da área degradada, sujeitos à análise e à aprovação dos órgãos competentes.
Entretanto, alguns desastres como o rompimento da barragem na cidade de Mariana (MG) em 2015 ou de Brumadinho (MG) em 2019, este com 272 mortes confirmadas, acontecem pelo mundo. Ocorre que a atividade de extração de minério de ferro exige a separação do material valioso e daquele que não tem valor comercial (rejeitos). Esse material que não será utilizado, conforme legislação, deve ser armazenado em reservatório para não causar danos. As estruturas que servem de reservatório são feitas de terra compactada e recebem o nome de barragem.
Fonte: Retrospectiva (2022).
Cerca de 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro foram liberados, contaminando o rio Paraopeba ao longo de mais de 300 quilômetros. Essas e outras são as grandes questões da interferência do homem no meio geográfico.
Depois da tragédia de Brumadinho, Minas Gerais aprovou a chamada Lei Mar de Lama Nunca Mais (Lei Estadual 23.291/2019), proibindo em todo o território mineiro a construção ou o alteamento de barragens de rejeitos pelo método "a montante": justamente o tipo de estrutura usado tanto em Brumadinho quanto na barragem da Samarco que se rompeu em Mariana, em 2015. Na mesma linha, a Agência Nacional de Mineração (ANM) proibiu esse método de construção em todo o país. As mineradoras tiveram até fevereiro de 2022 para desativar ou descaracterizar as barragens desse tipo ainda em operação, um processo caro e demorado que ainda hoje segue em andamento em diversos municípios mineiros.
QUESTÃO PRÁTICA
A Serra dos Carajás é uma estrutura geológica cristalina. Possui grande quantidade de minérios, exceto:
QUESTÃO PRÁTICA
O Brasil é o principal produtor e detém a maior reserva (mais de 90%) desse minério no mundo. É muito utilizado na fabricação de equipamentos de tecnologia de ponta.
QUESTÃO PRÁTICA
Um dos principais impactos provocado pelas atividades mineradoras é:
Não existe pergunta boba! A Ciência é feita de perguntas!
P: Como é a atividade de extração de minérios?
R: O conjunto de operações que são realizadas visando à retirada do minério a partir do depósito mineral é chamado de lavra. O depósito mineral em lavra é denominado mina, e esta denominação continua mesmo se a extração mineral tenha sido suspensa. A lavra pode ser executada de modo bastante simples, por meio de atividades manuais, ou até meios altamente mecanizados e em larga escala, como ocorre nas grandes minerações. O garimpo é uma atividade de extração mineral rudimentar, mas significativa para a produção de certos minerais como esmeralda, topázio, diamante, ouro, cassiterita, dentre outros.
É importante diferenciar o garimpo legal, licenciado e fiscalizado, do garimpo ilegal, que representa um dos problemas ambientais mais graves da Amazônia atual. O caso mais grave é o da Terra Indígena Yanomami, em Roraima, onde milhares de garimpeiros ilegais chegaram a se instalar em busca de ouro, usando mercúrio para separar o metal do sedimento e contaminando rios, peixes e as próprias comunidades indígenas. Um esforço de fiscalização iniciado em 2024 conseguiu reduzir a abertura de novas áreas de garimpo na Terra Yanomami em mais de 95%, com milhares de operações de retirada de invasores, mas a recuperação dos rios contaminados e da saúde das comunidades afetadas pelo mercúrio ainda é um processo lento.
P: Qual a relação entre mineração e impactos ambientais?
R: A principal forma de extração mineral no Brasil ocorre através de minas a céu aberto. O primeiro impacto diz respeito à mudança na paisagem. A instalação de uma mina se inicia com o desmatamento da região a ser lavrada e da retirada de todo o solo fértil, considerado “estéril” pelas mineradoras. O solo é escavado e perfurado para a colocação de explosivos e carregado por grandes escavadeiras para fora da área. A mudanças da paisagem influencia o microclima, a fauna, a flora, e a dinâmica hidrológica.
Com isso, vem a poluição atmosférica próximas às minas, com poeira e lama com material particulado que pode causar danos à saúde das pessoas que vivem próximas às minas.
Os recursos hídricos podem sofrer impactos, inicialmente, no elevado consumo de água para beneficiamento e para uso de minerodutos; problemas ligados ao rebaixamento do lençol freático devido a ampliação das escavações e que pode gerar a diminuição no fluxo de água de rios; E por fim, sobre a recarga dos aquíferos, pois a canga, isto é, um material rico em hidróxido de ferro e alumínio, é retirada do solo, e este perde a porosidade necessária para reabastecer a água, além de proporcionar a contaminação dos cursos d’água.
P: Quem pode extrair minério?
R: Ao longo da história, grupos nacionais e estrangeiros reivindicaram o acesso à exploração dos recursos minerais do país. Só em 1930 foi aprovado o Código de Minas, que estabelecia a exploração dessas jazidas apenas por brasileiros. Porém, com a Constituição de 1934, o capital estrangeiro obteve concessões, três anos depois, a Constituição do Estado Novo afirmou que os bens minerais eram propriedade da União e atribuiu novamente aos brasileiros o direito exclusivo da exploração das jazidas minerais. Menos enfática, a Constituição de 1946 estipulou que a exploração dos recursos minerais poderia ser conferida exclusivamente a brasileiros ou a sociedades organizadas no país, sem proibir a associação entre empresas nacionais e estrangeiras.
No regime militar (1964-1985), o extrativismo mineral teve impulso e grande importância para o desenvolvimento econômico, com a criação do Plano Mestre Decenal de Avaliação dos Recursos Minerais (1965-1975). Mais tarde, a Constituição de 1988 determinou o monopólio para pesquisa e extração tanto das jazidas minerais quanto de atividades relacionadas ao petróleo, ao gás e aos minerais de uso nuclear. Na década de 1990, iniciou-se o período de privatizações das empresas estatais e, em 1995, o Senado quebrou o monopólio estatal do petróleo, pondo fim à exclusividade do Estado e do capital nacional sobre as atividades do setor. Desde essa época, a exploração mineral no Brasil é feita por capital estatal e empresas particulares nacionais e estrangeiras.
Vale reparar como essa história da mineração está entrelaçada com outro processo que marcou o século XX brasileiro: a industrialização. Não é coincidência que o Estado tenha se preocupado tanto em controlar e nacionalizar a exploração mineral justamente no mesmo período em que o país tentava construir sua própria indústria de base, como siderúrgicas e fábricas de aço, que dependem diretamente de minério de ferro, manganês e carvão mineral como matéria-prima. Na próxima aula vamos justamente estudar esse processo: como o Brasil deixou de ser apenas um exportador de matérias-primas, entre elas os minérios que vimos aqui, e passou a desenvolver sua própria economia urbano-industrial ao longo do século XX.
Audiência Pública: Implantação de Mina de Minério de Ferro
Objetivo: Desenvolver argumentos favoráveis e contrários à implantação de uma nova mina de minério de ferro em uma região fictícia do Brasil, considerando diferentes setores da sociedade.
Duração: Aproximadamente 45 minutos.
Materiais:
- Lousas divididas para cada grupo (5 ou 6 grupos).
- Canetas ou giz para escrever na lousa.
- Grupos: empresários, ambientalistas, comunidade local, governo, etc.
- Um moderador para conduzir a atividade.
Passo a Passo:
Preparação (5 minutos):
- Dividam-se em grupos representando diferentes setores da sociedade favoráveis e contrários à implantação da mina.
- Cada grupo escolhe um representante para falar.
Contextualização (10 minutos):
- Apresentação do cenário: uma empresa propõe uma nova mina de minério de ferro em uma região fictícia do Brasil.
- Criar argumentos favoráveis e contrários considerando benefícios sociais, econômicos e ambientais.
Desenvolvimento dos Argumentos (20 minutos):
- Grupos discutem e desenvolvem argumentos nas lousas.
- Exemplos de argumentos que podem ser aprofundados:
- Argumentos Favoráveis:
- Benefícios Sociais:
- Geração de Empregos: A implantação da mina vai criar empregos diretos e indiretos, reduzindo o desemprego na região e melhorando a qualidade de vida das famílias locais.
- Melhoria na Infraestrutura: Com os investimentos da empresa, a região terá melhorias na infraestrutura, como estradas, escolas e hospitais, beneficiando toda a comunidade.
- Capacitação Profissional: Programas de treinamento e capacitação para os trabalhadores locais serão oferecidos, aumentando suas habilidades e oportunidades de carreira.
- Benefícios Econômicos:
- Aumento da Arrecadação de Impostos: A mina irá gerar receita significativa para o governo local e estadual, permitindo investimentos em serviços públicos essenciais e programas sociais.
- Atração de Investimentos: O projeto atrairá investidores para a região, impulsionando o desenvolvimento de outros setores da economia local.
- Exportações e Balança Comercial: A produção de minério de ferro será exportada, contribuindo positivamente para a balança comercial do país e aumentando as reservas cambiais.
- Benefícios Ambientais:
- Tecnologias Sustentáveis: A empresa se comprometeu a utilizar tecnologias modernas e sustentáveis na exploração, minimizando o impacto ambiental da mineração.
- Recuperação de Áreas Degradadas: Parte dos recursos será destinada à recuperação de áreas degradadas, promovendo a preservação da biodiversidade local.
- Monitoramento Ambiental: Serão realizados monitoramentos constantes para garantir que a mineração esteja em conformidade com as normas ambientais, protegendo os recursos naturais da região.
- Argumentos Contrários:
- Impactos Sociais Negativos:
- Deslocamento de Comunidades: A mina pode causar o deslocamento de comunidades locais, afetando suas estruturas sociais e culturais.
- Aumento do Custo de Vida: Com o aumento da demanda por moradia e serviços, o custo de vida na região pode se tornar inacessível para os moradores locais.
- Conflitos Sociais: A competição por empregos e recursos pode gerar conflitos entre os residentes da região.
- Impactos Econômicos Negativos:
- Dependência Econômica: A economia local pode se tornar excessivamente dependente da mineração, tornando-a vulnerável a flutuações nos preços do minério de ferro.
- Exploração de Recursos Locais: A extração de minério pode esgotar os recursos naturais da região, prejudicando setores como agricultura e turismo.
- Efeito da Doença Holandesa (Dutch Disease): a valorização da moeda local devido ao aumento das exportações de minério pode prejudicar outros setores da economia, como manufatura e serviços.
- Impactos Ambientais Negativos:
- Degradação do Solo e Água: A mineração pode causar poluição do solo e dos corpos d'água locais, prejudicando a agricultura e a vida aquática.
- Perda de Biodiversidade: A atividade pode resultar na perda de habitats naturais e espécies, afetando negativamente o ecossistema local.
- Riscos de Acidentes: Vazamentos de produtos químicos, colapsos de barragens e outros acidentes podem representar sérios riscos ambientais para a região.
Debate (5 minutos):
- Perguntas e comentários entre os grupos.
- Defesa dos argumentos e troca de ideias.
Conclusão (5 minutos):
- Moderador encerra a atividade.
- Reflexão sobre os argumentos apresentados.
Infográfico - Resumo
Fonte: Organizado e revisado pelo autor.
QUESTÃO ABERTA
Um exercício para reforçar alguns conceitos.
Que método de construção de barragens de rejeitos, usado tanto em Mariana quanto em Brumadinho, foi proibido em todo o país?
Que substância usada no garimpo ilegal contamina os rios e as comunidades da Terra Indígena Yanomami?
Questões para o caderno
1. O que são minerais e como eles estão presentes em nosso cotidiano?
2. Qual a diferença entre mineral e minério?
3. Como a estrutura geológica do Brasil influencia a distribuição dos minerais?
4. O que são jazidas minerais e como elas se formam?
5. Cite dois exemplos de minérios metálicos encontrados no Brasil.
6. Onde está localizado o Quadrilátero Ferrífero e qual é sua importância para a produção de ferro?
7. Quais são os principais minérios encontrados na Serra dos Carajás e qual é sua relevância?
8. Qual é a importância do nióbio para o Brasil e onde está localizada a principal mina desse minério?
9. Explique a diferença entre minérios metálicos, não-metálicos e energéticos, dando exemplos de cada um.
10. O que é a balança comercial e como ela está relacionada à exportação e importação de minérios pelo Brasil?
Antes de finalizar, vamos fazer as questões!