Conteúdo:
Objetivo: Caracterizar o mundo atual. Identificar e entender as principais características da sociedade no capitalismo atual, a divisão internacional do trabalho e suas desigualdades socioespaciais e os processos que ocorrem no espaço geográfico.
Introdução
Essa última etapa do ensino médio promete ser muito agitada em relação ao aprendizado da Geografia. Isso porque vamos embarcar em uma jornada pela Geografia do mundo.
Ao longo deste ano, exploraremos a população mundial, seu crescimento e movimentos demográficos. Analisaremos o desenvolvimento e qualidade de vida, abordando indicadores como educação, saúde e poder de consumo, e sua relação com o progresso das nações. Investigaremos o impacto da industrialização na formação de blocos econômicos e na globalização.
Conheceremos diferentes regiões, como América do Norte, Américas Central e do Sul, África e Oriente Médio, compreendendo seus desafios, conflitos e desigualdades. Abordaremos também temas como agricultura, redes de transporte e comércio global. E ai, Estão preparados para explorar a diversidade da Ásia, Oceania e União Europeia, e desvendar os segredos da dinâmica do mundo atual?
Vamos lá! E para isso temos a honra de conhecer o maior geógrafo brasileiro de todos os tempos!
Duvid - Podcast
Duvid – Entrevista Milton Santos (1926-2001 - in memoriam)
Milton Santos: O Pensar Crítico
Adaptação didática do livro "Por uma outra globalização" (2001)
Duvid: Bem-vindos ao Duvid Podcast! Hoje recebemos um convidado especial: o geógrafo brasileiro Milton Santos, nascido na Bahia em 1926. Reconhecido internacionalmente, ele construiu uma importante trajetória acadêmica, incluindo anos de trabalho em universidades no exterior, e deixou um grande legado para o estudo das relações entre espaço, sociedade e globalização.
Nesta conversa, vamos discutir as principais ideias de seu livro Por uma outra Globalização: do pensamento único à consciência universal, refletindo sobre o mundo atual e as possibilidades de transformá-lo. É uma honra recebê-lo conosco.
Prof. Milton Santos: Eu estou muito sensível em participar desse programa e conversar sobre Globalização, que é nosso filé mignon, afinal. (risos).
Duvid: Prof. o Sr. poderia nos dizer, inicialmente, o que é o mundo hoje?
Prof. Milton Santos: Certamente. Vivemos em um mundo confuso, não apenas porque ele é complexo, mas porque é apresentado de forma confusa. Há um enorme avanço das ciências e das técnicas e uma aceleração da vida marcada pela velocidade. Para compreender esse mundo, é preciso reconhecer que ele não é único: na verdade, existem três mundos coexistindo em um só.
Duvid: e quais seriam esses mundos, professor?
Prof. Milton Santos: O primeiro é o mundo como nos fazem crer, onde a globalização aparece como uma fábula. Fala-se em aldeia global, integração entre os povos e igualdade de oportunidades, mas isso esconde o aumento das desigualdades e o fortalecimento do mercado financeiro. O segundo é o mundo como ele é, marcado pela globalização perversa. Nele observamos desemprego, pobreza, fome, crises constantes e exclusão social. A competitividade exagerada e o culto ao consumo substituem valores como solidariedade. O terceiro é o mundo como ele pode ser, baseado em uma outra globalização, mais humana. As mesmas técnicas que hoje servem ao capital poderiam ser utilizadas para atender às necessidades da população e fortalecer a cidadania.
Duvid: E de que forma esses mundos estão ligados à globalização? Como podemos defini-la?
Prof. Milton Santos: Eu creio que a globalização é, de certa forma, o ápice do processo de internacionalização do mundo capitalista. Para entende-la, devemos analisar as técnicas e a política de forma conjunta. As técnicas são esse aparato que estão a nossa disposição, como a internet por exemplo, e a política são as ações que asseguram como devemos usar todo esse emaranhado de objetos em um mercado, agora chamado de global.
Duvid: E como o senhor define a globalização?
Prof. Milton Santos: A globalização é o ponto mais avançado do processo de internacionalização do capitalismo. Para entendê-la, é preciso analisar conjuntamente as técnicas e a política. As técnicas, como a internet e os computadores, só funcionam conforme decisões políticas e interesses econômicos.
Duvid: O que diferencia a globalização atual de outros períodos históricos, como o Império Romano ou as grandes navegações?
Prof. Milton Santos: A principal diferença está no sistema técnico atual. Nunca antes foi possível agir em vários lugares ao mesmo tempo e conhecer acontecimentos do mundo inteiro de forma imediata. Hoje, cada lugar do planeta está conectado aos demais, ainda que de maneira desigual.
Duvid: Então todos participam igualmente desse mundo globalizado?
Prof. Milton Santos: Não. Essa é uma das grandes ilusões da globalização. A velocidade, a informação e as oportunidades estão disponíveis apenas para uma parte da população. O dinheiro circula livremente pelo mundo, mas as pessoas não.
Duvid: Isso ajuda a explicar por que as desigualdades continuam existindo?
Prof. Milton Santos: Exatamente. O espaço não é neutro. O lugar onde uma pessoa vive define suas oportunidades como produtora, consumidora e cidadã. Pessoas com a mesma formação e renda podem ter vidas muito diferentes dependendo do território em que estão. Por isso, nem tudo depende apenas do esforço individual.
Duvid: O senhor considera a globalização atual negativa?
Prof. Milton Santos: Eu a considero perversa. Há a violência da informação, usada para manipular consciências por meio da publicidade, e a violência do dinheiro, que se tornou o centro do mundo. O ser humano deixou de ser prioridade. Vivemos uma época marcada pelo medo, pelo individualismo e pela perda da solidariedade.
Duvid: Como isso afeta os países pobres, como o Brasil?
Prof. Milton Santos: O Brasil faz parte dessa globalização de forma desigual. Grande parte da população compõe o que chamo de nação passiva, que participa apenas de maneira marginal do mercado global. Apesar disso, essa população cria formas próprias de resistência e mantém uma cultura viva, ligada ao território.
Duvid: O território pode ser uma forma de resistência?
Prof. Milton Santos: Sim. O território não é apenas o espaço físico, mas o chão mais a população, com identidade e sentimento de pertencimento. Mesmo diante da globalização, o território funciona como abrigo, permitindo a criação de solidariedades e novas formas de organização da vida.
Duvid: Isso significa que pode existir uma outra globalização?
Prof. Milton Santos: Sim. A globalização atual não é irreversível. O mundo não é feito apenas do que existe, mas também do que pode existir. As técnicas atuais podem ser usadas de outra maneira, em favor da cidadania, da justiça social e da dignidade humana.
Duvid: Essa mudança pode partir de onde?
Prof. Milton Santos: Ela não virá dos países centrais, mas dos países subdesenvolvidos. É nesses lugares que surge uma consciência crítica baseada na experiência da escassez e da exclusão. A história ainda não acabou; ela está apenas começando.
Duvid: Para finalizar, que mensagem o senhor deixaria aos estudantes?
Prof. Milton Santos: A globalização atual pode ser transformada. Temos as condições técnicas, materiais e intelectuais para construir um mundo mais humano. Quando colocarmos o ser humano no centro das ações, poderemos iniciar uma verdadeira história universal baseada na solidariedade.
QUESTÃO PRÁTICA
Qual é a visão do professor Milton Santos sobre os diferentes mundos existentes atualmente?
QUESTÃO PRÁTICA
De acordo com o professor Milton Santos, qual é uma das perspectivas negativas da globalização?
O Mundo Atual: Desenvolvimento, Desigualdades e Globalização
Vivemos em um mundo marcado por profundas transformações econômicas, tecnológicas e sociais. Ao mesmo tempo em que observamos grandes avanços científicos, crescimento econômico e integração entre países, também convivemos com desigualdades intensas, pobreza, exclusão social e diferenças significativas entre regiões do planeta.
Para compreender o mundo atual, é fundamental analisar alguns conceitos centrais da Geografia: divisão internacional do trabalho, desigualdades socioespaciais e globalização.
Como o mundo chegou a ser assim: uma história muito resumida
A integração econômica que hoje conecta o planeta inteiro começou com a expansão comercial das Grandes Navegações, quando as monarquias europeias seguiam o mercantilismo, doutrina segundo a qual a riqueza de uma nação era medida pela quantidade de ouro e prata que ela acumulava. Esse modelo criou uma primeira divisão do trabalho em escala mundial: colônias na América, na África e na Ásia forneciam matérias-primas, e as metrópoles europeias fabricavam e vendiam produtos industrializados.
A Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra no fim do século XVIII, aprofundou essa lógica. A Segunda Revolução Industrial, a partir de meados do século XIX, trouxe o taylorismo e o fordismo, técnicas de organização do trabalho que aumentaram enormemente a capacidade produtiva das fábricas, e levou as potências europeias a disputar territórios e matérias-primas por meio do colonialismo. Depois da Segunda Guerra Mundial, a Conferência de Bretton Woods (1944) organizou novas regras financeiras mundiais em torno do dólar americano, consolidando os Estados Unidos como centro da economia global. Já nos anos 1970, começou a Terceira Revolução Industrial, marcada por computadores, robótica e internet, que tornou possível fragmentar a produção de uma mesma mercadoria entre vários países, dando novo impulso às empresas multinacionais. Nas décadas de 1980 e 1990, muitos países adotaram reformas neoliberais, reduzindo a intervenção do Estado na economia, o que acelerou ainda mais a integração financeira global.
Essa fragmentação da produção deu origem às cadeias produtivas globais: hoje é raro um produto complexo ser fabricado do início ao fim em um único país. Um smartphone, por exemplo, costuma ser projetado nos Estados Unidos, ter processadores fabricados em Taiwan, memórias e telas produzidas na Coreia do Sul, ser montado na China com peças que vêm de dezenas de fornecedores espalhados pela Ásia, e só então ser vendido no mundo inteiro. Esse tipo de arranjo produtivo, sustentado por navios porta-contêineres, aviões de carga e sistemas logísticos integrados, é uma das marcas mais visíveis da economia globalizada, e explica por que uma crise em uma única fábrica de semicondutores em Taiwan, como aconteceu durante a pandemia de covid-19, é capaz de travar a produção de carros e eletrônicos em vários continentes ao mesmo tempo.
Centro, periferia e os emergentes: como o mundo se divide hoje
Por muito tempo, os países foram classificados apenas como desenvolvidos ou subdesenvolvidos, uma divisão hoje considerada limitada demais para descrever a complexidade da economia mundial. Uma classificação mais usada atualmente divide os países em três grupos: centrais, periféricos e semiperiféricos, ou emergentes.
Os países centrais concentram os principais polos industrial, comercial e financeiro do planeta: Estados Unidos, o conjunto de países da Europa Ocidental (com destaque para Alemanha, França e Reino Unido) e, na Ásia, Japão e China. Já os países periféricos participam de forma marginal do comércio mundial, fornecendo sobretudo produtos primários: cacau da Costa do Marfim, tabaco do Zimbábue, diamante de Botsuana e Namíbia, cobre da Zâmbia, bauxita da Jamaica e do Suriname, gás natural da Bolívia, chá do Sri Lanka. Entre os dois extremos estão os países semiperiféricos ou emergentes: além dos Tigres Asiáticos, formaram-se os Novos Tigres Asiáticos (Malásia, Indonésia, Filipinas e Tailândia), que investiram pesado em educação e tecnologia a partir da década de 1970. O Brasil se encaixa nesse grupo intermediário, junto de México e Argentina, como grande exportador de commodities agropecuárias e, ao mesmo tempo, produtor de manufaturados de baixa e média tecnologia agregada.
Além dessa classificação por posição na economia mundial, o Banco Mundial classifica os países pela Renda Nacional Bruta (RNB) per capita em quatro grupos: renda alta (acima de US$ 13.205), renda média alta (entre US$ 4.256 e US$ 13.205), renda média baixa (entre US$ 1.086 e US$ 4.255) e renda baixa (US$ 1.085 ou menos). Nenhuma dessas classificações é perfeita ou definitiva: elas são ferramentas para organizar a complexidade do mundo, e o próprio processo de globalização vem constantemente embaralhando essas categorias, à medida que países antes considerados periféricos passam a exportar produtos industrializados e a competir tecnologicamente com os centrais.
Essa divisão também aparece na conectividade digital: em 2024, 93% da população dos países de renda alta usava internet, contra 27% nos de renda baixa, segundo a União Internacional de Telecomunicações. A infraestrutura de fibra óptica e data centers, os fixos mais valiosos da economia atual, também está concentrada nos países centrais.
Um critério puramente monetário, porém, esconde muita coisa. Um país pode ter um PIB elevado e, ainda assim, oferecer pouca qualidade de vida à maior parte da população, caso a riqueza esteja concentrada em poucas mãos. Por isso a ONU criou o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que combina renda, educação e expectativa de vida em um único número. No relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento divulgado em 2025, com dados de 2023, o Brasil aparece na 84ª posição entre 193 países, com IDH de 0,786, classificado como desenvolvimento humano alto, mas ainda abaixo da faixa "muito alto" e atrás do Chile, primeiro colocado da América Latina. O Brasil já foi o 89º colocado em 2022, o que mostra que essas posições mudam ano a ano, mas quando o próprio relatório da ONU ajusta o IDH considerando a desigualdade interna de cada país, o Brasil perde posições, prova de que ter uma renda média razoável não é o mesmo que distribuir bem essa renda entre a população.
Em maio de 2026, um retrato mais recente trouxe uma notícia melhor, mas que exige atenção ao método: o Radar IDHM, calculado pelo próprio escritório do PNUD no Brasil com dados nacionais mais atualizados (2024) e metodologia ligeiramente diferente da usada no relatório global, mostrou o país alcançando, pela primeira vez na história, a faixa de "muito alto desenvolvimento humano", com índice de 0,805. Não é uma contradição em relação ao número de 0,786 visto no parágrafo anterior: são dois cálculos diferentes, um comparando o Brasil ao resto do mundo com uma defasagem de dois anos nos dados, outro acompanhando a evolução interna do país com informações mais recentes. Serve de lição prática sobre como interpretar estatística: antes de comparar um número com outro, é preciso perguntar de onde ele vem e o que exatamente está sendo medido.
Depois da Segunda Guerra Mundial, ao mesmo tempo em que o sistema de Bretton Woods organizava as finanças mundiais, os países também criaram regras para o comércio internacional: o Acordo Geral de Tarifas e Comércio (GATT), de 1947, reduziu progressivamente as tarifas alfandegárias entre seus membros e, em 1995, deu origem à Organização Mundial do Comércio (OMC), responsável até hoje por negociar a redução de barreiras comerciais e mediar disputas entre países. Esse arcabouço institucional, criado majoritariamente por iniciativa dos países centrais, ajuda a explicar por que as regras do comércio internacional costumam favorecer quem já chegou industrializado à mesa de negociação, e por que países periféricos enfrentam dificuldade para proteger suas indústrias nascentes com as mesmas tarifas que os países ricos usaram no passado para proteger as suas.
Fixos, fluxos e as duas lógicas do espaço geográfico
Milton Santos criou um par de conceitos para explicar como um mesmo território serve, ao mesmo tempo, à economia global e à vida de quem mora nele: fixos e fluxos. Os fixos são os elementos parados no espaço, como estradas, portos, cabos de fibra óptica e prédios. Os fluxos são os movimentos que passam por esses fixos: mercadorias, capital, informação, pessoas.
Um porto só tem sentido econômico por causa dos navios e dos dados que circulam por ele. Quanto mais fixos modernos um lugar concentra, mais fluxos ele consegue atrair e comandar.
Santos também distinguiu verticalidades e horizontalidades. As verticalidades são relações de comando que ligam um lugar a centros de decisão distantes, como uma fábrica no interior do Brasil que recebe ordens de uma matriz nos Estados Unidos. As horizontalidades são as relações de vizinhança e cooperação entre quem divide o mesmo espaço do dia a dia, como moradores de um bairro que se organizam por uma escola.
Para Santos, a globalização tende a fortalecer as verticalidades às custas das horizontalidades. Por isso ele defendia o território como abrigo: um espaço onde a solidariedade de perto ainda pode resistir à pressão do comando de longe.
Essas ideias fazem parte de uma leitura maior: a passagem por diferentes períodos técnicos do espaço geográfico. No meio natural, a paisagem era pouco transformada e dependia das condições do lugar, como clima e relevo. Com a industrialização veio o meio técnico, de máquinas e fábricas ainda concentradas em poucas regiões.
QUESTÃO PRÁTICA
Uma fábrica no interior do Brasil que só produz o que uma matriz nos Estados Unidos manda produzir, seguindo prazos e preços decididos de fora, é um exemplo do que Milton Santos chamava de:
RESPONDA COM SUAS PALAVRAS
Milton Santos usava um par de palavras para descrever os elementos parados no espaço (estradas, portos, prédios) e os movimentos que passam por eles (mercadorias, capital, informação, pessoas). Qual é o termo para os elementos parados?
Segundo o relatório do PNUD divulgado em 2025, com dados de 2023, em que posição o Brasil aparece no ranking global do IDH entre 193 países?
Infográfico - Resumo
Fonte: Organizado e revisado pelo autor.
As perguntas nos levam a questionar o status quo e a desafiar ideias preestabelecidas, impulsionando o progresso e a transformação em todas as áreas do conhecimento.
P: Como a globalização afeta as desigualdades econômicas e sociais entre os países?
R: A globalização pode ampliar as desigualdades econômicas e sociais entre os países devido à assimetria de recursos e poder. Por exemplo, a empresa multinacional Nike, sediada nos Estados Unidos, produz seus produtos em países de mão de obra barata, como China, Vietnã e Indonésia. Embora isso possa trazer empregos e impulsionar a economia desses países, a maior parte do lucro e do controle sobre a marca e a cadeia de suprimentos permanece concentrada nos países desenvolvidos, acentuando as disparidades econômicas e sociais.
P: Quais são as possíveis consequências da globalização para a cultura e identidade de um país?
R: A globalização pode levar à homogeneização cultural, à perda de tradições e à influência dominante de certos valores e estilos de vida. Um exemplo disso é a disseminação do cinema hollywoodiano ao redor do mundo. Filmes de grandes estúdios como a Disney e a Marvel alcançam audiências globais, levando à popularização da cultura americana e influenciando as narrativas cinematográficas de outras regiões. Isso pode resultar na supressão ou marginalização das produções culturais locais, levantando questões sobre a preservação da diversidade cultural.
P: Como a tecnologia e a internet têm impulsionado a globalização?
R: A tecnologia e a internet revolucionaram a forma como nos comunicamos e fazemos negócios, impulsionando a globalização. Um exemplo é o crescimento do comércio eletrônico e a presença de empresas como a Amazon. Por meio da plataforma online da Amazon, vendedores de diferentes partes do mundo podem alcançar consumidores internacionais, ampliando seus mercados e eliminando barreiras geográficas. Isso permite que pequenos empreendedores tenham acesso a uma audiência global, promovendo a diversificação do comércio internacional e proporcionando maior conectividade econômica entre diferentes países. No entanto, é importante ressaltar que nem todos os países têm igual acesso e benefícios da tecnologia, o que pode perpetuar disparidades digitais entre nações desenvolvidas e em desenvolvimento.
Questões para serem respondidas no caderno sobre o tema da aula de hoje:
1. Como o autor descreve os três mundos (primeiro, segundo e terceiro) e o que essa visão sugere sobre as diferenças entre eles?
2. O autor critica o modelo atual de globalização. Quais são os principais problemas apontados e qual seria uma alternativa mais justa segundo ele?
3. De que maneira as redes geográficas são utilizadas como instrumentos de poder e controle no mundo globalizado?
4. Por que a globalização não deve ser vista como um processo imutável? Que fatores podem transformá-la?
5. Como a globalização contribui para a exclusão social e para o surgimento de uma "contraordem"? Que papel a resistência e o desejo de mudança desempenham nesse contexto?
6. Qual a diferença entre país central, país periférico e país emergente (semiperiférico)? Dê um exemplo de cada grupo.
7. Explique como a Divisão Internacional do Trabalho reforça as desigualdades entre países centrais e periféricos, citando um exemplo de produto exportado por um país periférico.
8. O que são desigualdades socioespaciais? Dê um exemplo presente no Brasil ou em sua cidade.
9. De que forma o avanço das tecnologias e da informação pode tanto ampliar oportunidades quanto aprofundar desigualdades no contexto da globalização?
10. Segundo uma perspectiva crítica da Geografia, qual deve ser o papel dos cidadãos e dos Estados na construção de um modelo de globalização mais justo e humano?
Antes de finalizar, vamos fazer as questões!