Texto 03 - Migrações Internacionais
Conteúdo:
Objetivo: Caracterizar e analisar os principais conceitos relativos aos fluxos de pessoas no mundo.
Introdução
Na aula passada vimos como a população mundial evoluiu e quais foram as principais questões envolvendo sua distribuição pelo mundo.
Hoje, vamos embarcar em uma jornada pelo intrigante mundo das migrações. Vamos explorar porque as pessoas deixam suas terras natais e como isso afeta as regiões de origem e destino.
Ao final desta aula, vamos saber as causas e as características das migrações pelo mundo.
Movimentos Migratórios
Para começar, o que exatamente são movimentos migratórios? Eles representam os deslocamentos de pessoas de um lugar para outro, seja dentro das fronteiras de um país ou cruzando fronteiras internacionais. Este fenômeno tem raízes profundas na história da humanidade e continua a moldar as cidades e as economias do mundo atual.
Fonte: https://ourworldindata.org/. Acesso em: 09
set.
2023.
É fundamental entender dois termos essenciais no estudo das migrações: "emigrantes" e "imigrantes". Emigrantes são indivíduos que deixam sua terra natal, enquanto imigrantes são aqueles que chegam a uma nova região ou país em busca de oportunidades e uma vida melhor. É a mesma pessoa e o mesmo deslocamento vistos de dois lados: quem sai de um país é emigrante em relação a ele, e imigrante em relação ao país que passa a habitar.
Fonte: Disponível em:
https://operamundi.uol.com.br.
Acesso em: 09 set. 2023.
Migração voluntária, forçada e controlada
Nem todo deslocamento populacional acontece pelo mesmo motivo, e a Geografia costuma classificar os movimentos migratórios em três grandes tipos. A migração voluntária (ou espontânea) ocorre quando a pessoa decide se deslocar por conta própria, geralmente em busca de emprego, estudo ou melhores condições de vida, como um profissional que muda de cidade atrás de uma vaga melhor. Já a migração forçada acontece quando a pessoa é obrigada a se deslocar contra sua vontade, fugindo de guerras, perseguições, desastres naturais ou catástrofes ambientais, como no caso dos refugiados sírios que você vai conhecer mais adiante. Existe ainda a migração controlada (ou assistida), organizada e planejada por um governo ou instituição, que direciona o deslocamento de grupos para um destino específico, como aconteceu com os programas de colonização dirigida que o governo brasileiro promoveu para povoar regiões pouco habitadas do país ao longo dos séculos XIX e XX.
Por que as pessoas migram?
Vamos ver alguns dados sobre migrantes pelo mundo.
Fonte:
https://publications.iom.int/books/world-migration-report-2022. Acesso em: 09 set. 2023.
Agora, o que leva as pessoas a fazerem essas jornadas? As causas são diversas e multifacetadas. As causas naturais envolvem eventos como desastres naturais, como terremotos ou furacões, que podem destruir casas e meios de subsistência, forçando as pessoas a se deslocarem.
Mudanças climáticas, como desertificação e elevação do nível do mar, também têm impulsionado a migração de comunidades inteiras. Por exemplo, na região do Sahel, na África, as mudanças climáticas têm causado a desertificação de terras agrícolas, tornando impossível a sobrevivência para muitas comunidades locais.
Refugiados em Minawao, no nordeste dos Camarões,
plantam árvores em uma região que foi desmatada devido às mudanças climáticas e à atividade humana.
Fonte: Nações Unidas. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/125639. Acesso em 09 set. 2023.
Tipos de Migrações
As migrações são incrivelmente diversas em suas manifestações. Algumas são temporárias, como uma viagem de férias, enquanto outras são permanentes, envolvendo a mudança definitiva de residência.
Além disso, migrações podem ser individuais ou em grupo, e podem ocorrer tanto dentro de um mesmo país quanto entre diferentes nações. Essa diversidade nos lembra que a experiência migratória é única para cada pessoa e comunidade.
Migrações Internacionais
Quando as migrações cruzam fronteiras de outros países, chamamos isso de migrações internacionais. É importante notar que nem todos os países atraem o mesmo número de imigrantes.
Os países desenvolvidos, geralmente abastecidos com recursos e oportunidades, tendem a atrair um grande número de imigrantes em busca de uma vida melhor.
De acordo com o Banco Mundial, os países de alta renda receberam 65% dos imigrantes internacionais em 2020, evidenciando a disparidade nas oportunidades globais. Por exemplo, os Estados Unidos têm sido um destino histórico para imigrantes de várias partes do mundo devido às oportunidades econômicas e culturais que oferecem.
Os Estados Unidos concentram, sozinhos, a maior população imigrante do planeta: em 2024, mais de 50,2 milhões de pessoas nascidas em outros países viviam no território americano, o equivalente a cerca de 15% da população do país, e o maior número já registrado na história americana, segundo o Migration Policy Institute. Mas em termos proporcionais, quem lidera de longe são os países do Golfo Pérsico: segundo a Organização Internacional para as Migrações, em 2020 os imigrantes representavam 88% da população dos Emirados Árabes Unidos, 77,3% no Catar e 72,8% no Kuwait, atraídos pela demanda de mão de obra da indústria petrolífera. É um bom lembrete de que "país que recebe muitos imigrantes" e "país onde os imigrantes são muita gente em relação à população total" nem sempre são os mesmos países.
Também vale notar que, apesar de os fluxos rumo aos países ricos chamarem mais atenção, a maior parte da migração internacional hoje acontece entre países do Sul global, sem passar pelos países centrais: desde o início dos anos 2000, o fluxo sul-sul cresce mais rápido do que o fluxo sul-norte, e os países do Sul global respondem por cerca de 84% dos imigrantes recebidos no mundo e por cerca de 74% dos deslocamentos internacionais de origem.
Muitos desses imigrantes eram proveniente do México. Mas há muito mais corredores de migração pelo mundo. Veja abaixo:
Migrações forçadas
As causas das migrações forçadas frequentemente estão enraizadas em condições precárias nos lugares de origem.
Conflitos armados, desastres climáticos e falta de oportunidades econômicas são impulsionadores significativos.
Os números globais de deslocamento forçado atingiram recordes históricos na última década. Segundo o ACNUR, o total de pessoas deslocadas à força no mundo chegou a 123,2 milhões no final de 2024, um aumento de 6% em relação ao ano anterior, sendo 42,7 milhões de refugiados e 73,5 milhões de deslocados internos. Pouco mais de um terço de todas essas pessoas eram sudanesas, sírias, afegãs ou ucranianas, os quatro maiores focos de deslocamento forçado do mundo atual. Ao final de 2025, porém, esse total recuou para cerca de 117,8 milhões de pessoas, a primeira queda global em uma década, puxada em boa parte pelos retornos à Síria.
Fonte: Refugiados sírios.
https://matheusdesouza.com/2015/09/26/refugiados-sirios-um-breve-resumo/
A crise de refugiados sírios é um exemplo notável de como as migrações forçadas podem mudar de figura rapidamente. Durante mais de uma década de guerra civil, milhões de sírios se tornaram refugiados, chegando a quase 6,8 milhões de pessoas espalhadas por outros países. A queda do regime de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024, abriu um novo capítulo: segundo o ACNUR, cerca de 3,3 milhões de sírios retornaram ao país só em 2025, somados a mais de 1 milhão de deslocados internos que também voltaram para casa. Mesmo assim, ao final de 2025 ainda restavam 4,9 milhões de sírios refugiados no exterior e 5,5 milhões de deslocados internos, um lembrete de que o fim de um conflito não desfaz imediatamente os efeitos de anos de deslocamento forçado.
Existe uma ideia comum, mas equivocada, de que a maioria dos refugiados do mundo vive em países ricos. Os números mostram o contrário: segundo a ONU, em 2023 os países em desenvolvimento abrigavam 76% dos refugiados do mundo, enquanto os países mais desenvolvidos ficavam com apenas 24%. Isso acontece porque, além das restrições cada vez maiores nos países ricos, quem foge de uma crise costuma se deslocar primeiro para o país vizinho mais próximo, o que é mais rápido, mais barato e facilita um eventual retorno caso o perigo passe. Entre os deslocados internos, a concentração também é alta: em 2022, 45,4 milhões dos 57,3 milhões de deslocados internos do mundo estavam reunidos em apenas dez países, entre eles Colômbia, Síria, Ucrânia, República Democrática do Congo, Iêmen, Sudão, Nigéria, Afeganistão, Somália e Etiópia.
Uma categoria de deslocamento forçado que vem crescendo é a dos refugiados ambientais, pessoas forçadas a deixar suas casas por causa de fenômenos naturais extremos, muitas vezes agravados pela ação humana, como secas, desertificação e a elevação do nível do mar provocada pelo aquecimento global. Um exemplo emblemático é o dos habitantes do arquipélago de Carteret, ao norte da Papua-Nova Guiné, obrigados a abandonar suas ilhas por causa do avanço do mar. A ONU ainda não reconhece oficialmente essa categoria como refugiados no sentido jurídico do termo, o que deixa essas pessoas com menos garantias de proteção do que quem foge de perseguição ou guerra, mesmo em um contexto de mudanças climáticas cada vez mais intensas.
Desigualdades entre os países
As migrações internacionais frequentemente revelam desigualdades globais. Os países desenvolvidos atraem imigrantes em busca de melhores condições de vida, enquanto os países subdesenvolvidos continuam a sofrer com a emigração de seus cidadãos.
A Suécia, devido a sua política de imigração mais acolhedora, recebeu um grande número de refugiados sírios nos anos mais intensos do conflito, enquanto muitos sírios continuaram a fugir para nações vizinhas com menos recursos disponíveis, como o Líbano e a Turquia, que seguem hospedando a maior parte dos refugiados sírios que ainda não retornaram.
Quais são os efeitos das migrações?
Migrações não são eventos isolados; eles têm impactos profundos nos países de origem e nos receptores.
Um desses impactos é a fuga de cérebros, onde profissionais altamente qualificados deixam seus países de origem em busca de melhores oportunidades no exterior.
Isso pode privar os países de saída de talento vital, o que levanta questões sobre desenvolvimento e progresso.
A Índia, por exemplo, é um país que envia muitos emigrantes qualificados, contribuindo para a fuga de cérebros em setores como tecnologia e medicina.
Nem todo efeito da emigração é negativo para o país de origem, porém. As remessas financeiras, o dinheiro que trabalhadores emigrados enviam de volta para suas famílias, são uma fonte importante de divisas para diversos países de renda mais baixa, e desde a década de 1990 esse volume de remessas vem crescendo continuamente em escala mundial. Em países pequenos e muito dependentes desse fluxo, as remessas chegam a representar uma parcela significativa do Produto Interno Bruto, sustentando o consumo de milhões de famílias que ficaram para trás. Ao mesmo tempo, é importante lembrar que esse dinheiro não substitui o desenvolvimento de uma economia local mais forte e diversificada: ele alivia a pobreza no curto prazo, mas não resolve sozinho os problemas estruturais que empurraram essas pessoas para fora do país em primeiro lugar.
Veja um panorama das migrações por continente:
O Brasil nas migrações internacionais
O Brasil tem uma relação com as migrações que mudou muito ao longo da história, e vale a pena entender essa trajetória para completar o panorama global que você acabou de ver. Na segunda metade do século XIX, o país foi um grande receptor de imigrantes: depois da Lei Eusébio de Queirós (1850), que decretou o fim do tráfico de escravizados, cafeicultores do Oeste Paulista passaram a incentivar e patrocinar a vinda de trabalhadores europeus, principalmente italianos, para substituir a mão de obra escrava nas lavouras de café. Mais de 70% dos milhões de imigrantes que desembarcaram no país entre o fim do século XIX e as primeiras décadas do XX tiveram as fazendas de café como primeiro destino, trabalhando sob o regime de colonato, que combinava um pagamento fixo pelo cuidado do cafezal com o direito de plantar e vender alimentos em um lote de terra cedido pelo fazendeiro. A imigração japonesa seguiu um calendário um pouco diferente, começando em 1908 e atingindo seu pico entre 1925 e 1935.
Em 1934, entrou em vigor a Lei de Cotas de Imigração, que limitava a entrada de imigrantes de cada nacionalidade a até 2% do total já estabelecido no país nos 50 anos anteriores, e exigia que 80% dos novos imigrantes fossem agricultores, regra da qual os portugueses ficaram de fora. Essa legislação surgiu justamente em um período de crescimento industrial acelerado, revelando uma tentativa de controlar e selecionar a mão de obra estrangeira. Já em meados da década de 1990, o Brasil deixou de ser um destino atraente para imigrantes europeus, que passaram a preferir regiões mais prósperas do próprio continente.
No mesmo período, o movimento se inverteu: um número cada vez maior de brasileiros passou a deixar o país para se estabelecer no exterior, tendência que se mantém até hoje e inclui perfis muito diferentes, como recém-formados sem oportunidades no mercado brasileiro, estudantes em busca de formação com garantia de permanência, trabalhadores de baixa renda e também pessoas de maior renda que buscam investir em outros países. Entre o final do século XX e o final dos anos 2000, os fluxos migratórios em direção ao Brasil vieram sobretudo de bolivianos, o maior contingente, seguidos de haitianos, estadunidenses, argentinos, chineses, colombianos, portugueses e peruanos, instalando-se principalmente na Grande São Paulo. A partir de 2010, esse cenário mudou de novo: o terremoto que devastou o Haiti naquele ano, matando pelo menos 300 mil pessoas, empurrou um fluxo intenso de haitianos para o Brasil. Entre 2011 e 2020, cerca de 150 mil haitianos entraram no país, sobretudo por Brasiléia, no Acre, e Tabatinga, no Amazonas. Mais recentemente, a crise econômica e política na Venezuela trouxe outro grande fluxo, de aproximadamente 700 mil venezuelanos entre 2017 e 2022, tornando-os o maior grupo de imigrantes temporários no país.
A Lei da Migração, de 2017, substituiu o antigo Estatuto do Estrangeiro, criado em 1980 ainda sob a lógica de segurança nacional da ditadura militar, e trouxe avanços humanitários importantes: o imigrante deixou de ser tratado como ameaça, foi criado o visto humanitário para quem chega em situação de vulnerabilidade, e ficou mais fácil reconhecer pessoas apátridas. Segundo o Núcleo de Estudos de População da Unicamp (Nepo), as primeiras décadas do século XXI também trouxeram uma intensificação dos fluxos sul-sul, com mais trabalhadores se deslocando entre países da América Latina, da África e da Ásia, incluindo migrantes vindos da Síria, do Líbano, do Paquistão, de Bangladesh e do Nepal, e uma tendência de imigrantes qualificados se instalarem também em cidades médias do interior de São Paulo, não só nas grandes metrópoles.
Do lado de fora, a emigração brasileira segue crescendo. Segundo estimativas do Ministério das Relações Exteriores, em 2022 viviam no exterior cerca de 1,9 milhão de brasileiros nos Estados Unidos, 360 mil em Portugal, 254 mil no Paraguai, 220 mil no Reino Unido e 207 mil no Japão, consolidando uma inversão histórica: o país que por mais de um século foi conhecido como destino de imigrantes hoje também exporta seus próprios cidadãos em busca de oportunidades melhores em outros lugares do mundo.
Xenofobia - O Lado Obscuro da Imigração:
Em muitos países receptores, a xenofobia, o medo ou ódio em relação a estrangeiros, pode surgir. Isso pode levar a tensões sociais e políticas, prejudicando a integração de imigrantes e a coesão social.
Em algumas partes da Europa, houve um aumento nos crimes de ódio e na discriminação contra imigrantes devido a preocupações sobre emprego e segurança.
A ONU costuma distinguir dois tipos de exclusão que os imigrantes podem sofrer no país de destino. A exclusão de participação nega direitos concretos, como acesso a emprego formal, moradia, saúde ou cidadania. Já a exclusão do modo de vida não impede a permanência do imigrante, mas rejeita expressões da sua cultura de origem, como vestimentas, símbolos religiosos ou costumes. Um exemplo dessa segunda forma são as leis que proíbem o uso do niqab, véu que cobre todo o rosto, em espaços públicos na França, na Dinamarca e nos Países Baixos, ou a proibição da construção de minaretes, torres típicas das mesquitas, aprovada por referendo na Suíça em 2009. Em ambos os casos, o Estado permite a presença do imigrante, mas restringe a manifestação pública de sua identidade cultural.
Políticas de Imigração
Vamos dar uma olhada nas políticas de imigração. Cada país tem suas próprias regras e regulamentos para controlar quem entra e quem sai.
Algumas nações têm políticas mais abertas, incentivando a imigração para impulsionar a economia e a diversidade cultural. Outras adotam abordagens mais restritivas, com quotas rigorosas e processos de seleção rigorosos.
O Canadá tem um sistema de imigração baseado em méritos que avalia candidatos com base em habilidades, educação e experiência, enquanto outros países, como a Austrália, têm políticas semelhantes.
E se eu fosse um imigrante?
Por trás de cada estatística que você viu nesta aula, seja o número de refugiados sírios ou o de brasileiros que vivem nos Estados Unidos, existe uma decisão pessoal, quase sempre difícil, de deixar para trás uma casa, uma língua e uma rede de relações. As perguntas abaixo servem para colocar você no lugar de quem faz essa escolha, ou de quem é obrigado a fazê-la.
As migrações mostram, na prática, que as pessoas se deslocam atrás daquilo que falta em seus países de origem: emprego, segurança, educação, saúde. Não por acaso, esses são exatamente os fatores que a Geografia usa para medir o desenvolvimento de um país, e é justamente esse o assunto da próxima aula: como a população economicamente ativa se distribui entre os setores da economia, e por que educação, saúde e alimentação pesam tanto na hora de comparar o nível de desenvolvimento entre diferentes lugares do mundo.
Infográfico - Resumo
Fonte: Organizado pelo autor.
QUESTÃO PRÁTICA 01
Quais são alguns dos principais desafios enfrentados pelos migrantes em busca de refúgio e asilo em países receptores?
QUESTÃO PRÁTICA 02
Como as políticas de imigração restritivas podem afetar negativamente os países receptores?
As perguntas nos levam a questionar o status quo e a desafiar ideias preestabelecidas, impulsionando o progresso e a transformação em todas as áreas do conhecimento.
P: Por que algumas pessoas escolhem migrar para países com climas extremos, como lugares muito frios ou quentes?
R: Algumas pessoas migram para lugares com climas extremos devido a oportunidades de emprego específicas ou atrações naturais, como a busca por empregos na indústria do petróleo em regiões árticas ou a atração de praias tropicais para trabalhos na indústria do turismo. Suas motivações podem variar, mas frequentemente envolvem a busca por oportunidades econômicas ou experiências únicas.
P: Como as redes sociais e a tecnologia impactaram as migrações internacionais?
R: As redes sociais e a tecnologia desempenharam um papel significativo nas migrações internacionais, facilitando a comunicação e o compartilhamento de informações. Por exemplo, as pessoas agora podem se conectar facilmente com amigos e familiares em outros países, o que pode influenciar sua decisão de migrar. Além disso, a internet permite que os migrantes acessem informações sobre destinos, oportunidades de emprego e até mesmo as condições políticas e econômicas de outros países, auxiliando na tomada de decisão.
P: Qual é o impacto das migrações internacionais na cultura e na culinária dos países receptores?
R: As migrações internacionais têm um impacto profundo na cultura e na culinária dos países receptores. À medida que as pessoas de diferentes origens se estabelecem em novas regiões, elas trazem consigo suas tradições culinárias e culturais únicas. Isso pode resultar em uma diversificação da oferta de alimentos e em uma mistura de pratos e sabores. Além disso, a interação entre culturas pode enriquecer a vida cultural de um país receptor, contribuindo para festivais, celebrações e práticas tradicionais que refletem a diversidade das comunidades migrantes.
Questões para serem respondidas no caderno sobre o tema da aula de hoje:
1. O que são movimentos migratórios e quais são suas principais causas?
2. Qual é a diferença entre emigrantes e imigrantes?
3. Quais são os três tipos principais de movimentos populacionais (voluntário, forçado e controlado)? Explique cada um com um exemplo.
4. Como as mudanças climáticas influenciam os movimentos migratórios? Dê um exemplo citado no texto.
5. Por que países desenvolvidos atraem um maior número de imigrantes?
6. O que é xenofobia e como ela afeta os imigrantes nos países de destino?
7. Como a crise dos refugiados sírios exemplifica uma migração forçada, e o que mudou nela após 2024?
8. O que é a "fuga de cérebros" e como ela pode impactar os países de origem?
9. Como o Brasil passou de país receptor de imigrantes a país de emigrantes ao longo da história?
10. Como as políticas de imigração diferem entre os países? Dê exemplos de abordagens citadas no texto.
Agora vamos fazer as questões!