Industrialização Mundial II
Conteúdo:
Objetivo: Compreender a constituição do meio técnico-científico-informacional e sua relação com os processos industriais no período atual da globalização.
Introdução
Na aula passada vimos como a Revolução Industrial mudou o mundo. Máquinas a vapor, produção têxtil mecanizada e ferrovias transformaram a produção e a sociedade a partir do final do século XVIII.
Mas essa revolução não parou por aí. Hoje vamos entender como o processo de industrialização continuou avançando ao longo do século XX até chegar ao mundo interconectado e de alta tecnologia em que vivemos.
Nesta aula, vamos conhecer o meio técnico-científico-informacional, entender o Fordismo e o Keynesianismo, e ver como as empresas multinacionais se encaixam na Nova Divisão Internacional do Trabalho (NDIT). Compreender esses conceitos ajuda a explicar por que a economia global funciona do jeito que funciona hoje, com fábricas, sedes e centros de pesquisa espalhados por dezenas de países diferentes.
Fonte: pexels.com
Industrialização e globalização
A industrialização mudou profundamente a forma como vivemos. Ela representa a transição da produção artesanal em pequena escala para um sistema de fábricas, máquinas avançadas e produtos fabricados em massa.
Fonte: pexel.com
A industrialização não apenas mudou a forma como produzimos, mas também transformou economias e sociedades. Aqueles tempos em que a agricultura era a principal atividade econômica deram lugar a uma nova era de produção em massa. Com a adoção de tecnologias avançadas e máquinas poderosas, fábricas surgiram por toda parte, impulsionando o crescimento econômico e criando empregos.
Mas não para por aí! Essa revolução industrial também mudou nossas cidades. O crescimento urbano foi acelerado, a migração de áreas rurais para áreas urbanas se intensificou e novas estruturas sociais surgiram.
Na história do capitalismo, países como os da Europa Ocidental, América Anglo-Saxônica e Japão se destacaram por seu desenvolvimento industrial durante a fase concorrencial. Eles conseguiram construir economias fortes que se mantêm até hoje como as regiões mais industrializadas do mundo. Por outro lado, outras nações industrializadas seguiram um caminho diferente, impulsionadas pelo Estado ou pela ascensão do capitalismo monopolista e exportação de capitais. Esse processo resultou em uma distribuição desigual da indústria pelo mundo, refletindo as diferentes formas de desenvolvimento econômico ao longo do tempo.
A industrialização também teve um papel central na aceleração da globalização, o processo pelo qual países, economias e culturas se integram e se conectam em escala mundial. Mas essa conexão não surgiu de uma vez só: ela é resultado de uma nova etapa técnica que começou a se formar nos anos 1970 e que mudou profundamente a forma como o mundo produz.
Essa etapa é conhecida como Terceira Revolução Industrial, ou Revolução Informacional. Ela se tornou mais perceptível a partir dos anos 1990, com o surgimento do computador pessoal e da internet, mas suas bases já vinham sendo construídas antes disso, com máquinas programáveis de controle digital e os primeiros passos da robótica. Esses avanços trouxeram mais rapidez aos fluxos de informação e mais velocidade aos meios de transporte, encolhendo distâncias em uma escala nunca vista.
No final do século XX, as novas tecnologias de informação permitiram a formação de redes digitais e a automação da produção e dos serviços, o que transformou o modo de produção capitalista e a organização do trabalho. Os custos caíram, e produtos que antes eram inacessíveis para boa parte da população passaram a circular em larga escala. Já nas primeiras décadas do século XXI, em 2011, na Feira de Hanover, na Alemanha, foi cunhado o termo Indústria 4.0, ou Quarta Revolução Industrial, para descrever o aperfeiçoamento de áreas como robótica, inteligência artificial, computação em nuvem e internet das coisas, esta última responsável por conectar eletrodomésticos, veículos e outros objetos do dia a dia à rede mundial de computadores.
Esse avanço tecnológico não está distribuído de forma equilibrada entre os países. Segundo o relatório Indicadores de Ciência e Engenharia 2022, da Fundação Nacional da Ciência dos Estados Unidos, em 2019 o país norte-americano ainda liderava os investimentos globais em pesquisa e desenvolvimento, com 27% do total mundial, mas a China já vinha logo atrás, com 22%, seguida por Japão (7%), Alemanha (6%) e Coreia do Sul (4%). Esses números ajudam a explicar por que China, Índia e Alemanha se tornaram exemplos tão citados quando o assunto é industrialização e globalização.
China, Índia e Alemanha ilustram bem esse cenário, cada uma à sua maneira. A China se tornou a "fábrica do mundo", produzindo desde eletrônicos até roupas em escala industrial. Em 2024, suas exportações somaram cerca de US$ 3,6 trilhões, quase 15% de tudo o que é exportado no planeta, o oitavo ano seguido em que o país aparece como o maior exportador de mercadorias do mundo.
Cidade de Shenzhen, o "Vale do Silício chinês".
Fonte: gauchazh.clicrbs.com
A Índia seguiu um caminho diferente, apostando na indústria de tecnologia da informação. Bangalore abriga a Electronic City, um dos maiores parques industriais de eletrônicos do mundo, enquanto Hyderabad concentra a HITEC City, sede de operações de gigantes como Microsoft e Google. As duas cidades se tornaram centros globais de serviços de software e terceirização.
Bangalore, Índia. Fonte: pexel.com
A Alemanha, por sua vez, é conhecida por sua indústria automobilística de renome mundial. Com marcas como Volkswagen, BMW e Mercedes-Benz, o país é líder na produção de veículos e tecnologia automotiva, e seus carros são sinônimos de qualidade em alta demanda no mundo todo.
Fonte:
https://www.pexels.com/pt-br/procurar/alemanha/
Os dados confirmam esse peso da Ásia na indústria mundial. Desde 2014, a China é a maior economia do mundo em termos de PIB em paridade de poder de compra, embora os Estados Unidos ainda liderem quando o cálculo usa o câmbio de mercado. A Índia, por sua vez, produziu 149,6 milhões de toneladas de aço bruto em 2024, o que a mantém como a segunda maior produtora mundial, atrás apenas da própria China e à frente do Japão, terceiro colocado, reflexo direto do crescimento industrial acelerado indiano nas últimas décadas.
Esse avanço, no entanto, tem um preço. A industrialização também traz desafios importantes, como os impactos ambientais da produção em larga escala, a migração acelerada do campo para as cidades e a desigualdade econômica gerada pela concentração de indústrias em determinadas regiões.
Agora é com você!
Pergunta para reflexão: Qual o papel das multinacionais nesse cenário de industrialização e globalização? Como as relações comerciais entre países foram influenciadas por esse processo? E a tecnologia, como ela tem facilitado toda essa integração industrial global?
Meio Técnico-Científico-Informacional (MTCI)
O conceito de Meio Técnico-Científico-Informacional, ou MTCI, foi cunhado pelo geógrafo brasileiro Milton Santos para descrever a fase atual da produção do espaço geográfico, marcada pela fusão entre técnica, ciência e informação a serviço da economia globalizada.
Fonte: pexel.com
Milton Santos define o MTCI como um conjunto de técnicas, métodos e sistemas utilizados na produção contemporânea, aliados ao conhecimento científico e à difusão massiva de informações. É como se fosse o cérebro por trás da economia globalizada, guiando os processos industriais e as interações sociais.
Importância do MTCI na Era Contemporânea
O MTCI aparece em praticamente tudo o que envolve produção hoje: smartphones que conectam pessoas em diferentes continentes, fábricas automatizadas, algoritmos que orientam decisões financeiras. O grau de automação, porém, varia muito de país para país.
Como a Tecnologia e a Informação Moldam os Processos Industriais
A densidade de robôs industriais, medida pelo número de robôs para cada 10 mil trabalhadores da manufatura, ajuda a visualizar essa diferença. Em 2023, a Coreia do Sul liderava esse ranking com 1.012 robôs por 10 mil trabalhadores, mais de seis vezes a média mundial, puxada pelos setores eletrônico e automobilístico de empresas como Samsung e Hyundai. Cingapura vinha em segundo lugar (730), seguida por Alemanha (415) e Estados Unidos (285).
Essa automação permite uma produção mais eficiente e rápida, reduzindo custos e aumentando a competitividade das empresas no mercado global, mas também exige cada vez menos mão de obra por unidade produzida, um fator que ajuda a explicar por que a industrialização de hoje gera proporcionalmente menos empregos industriais do que gerava há um século.
Automação nas fábricas. Fonte: Pixalbay.
Além disso, a informação é o combustível da economia atual. Empresas que conseguem coletar, analisar e utilizar dados de forma eficaz têm uma vantagem significativa.
Exemplos Práticos do MTCI
Comparação entre Países no Uso do MTCI
Para entendermos melhor a aplicação do MTCI, podemos comparar diferentes países:
Estados Unidos: lideram a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico mundial. Empresas como Google, Apple e Amazon concentram grande parte do investimento global em inovação e moldam setores inteiros da economia digital.
Japão: aplica o MTCI sobretudo na indústria automotiva e na robótica, área em que se mantém entre os países mais avançados do mundo, em parte como resposta ao envelhecimento acelerado de sua população e à consequente escassez de mão de obra.
Brasil: ainda está em processo de adoção mais ampla do MTCI, mas os números já são relevantes: o país reúne cerca de 20 mil startups ativas e entre 22 e 25 empresas com valor de mercado superior a US$ 1 bilhão, o chamado status de unicórnio, o maior ecossistema desse tipo na América Latina, hoje espalhado por cidades como São Paulo, Florianópolis, Recife e Belo Horizonte.
Fordismo: A Revolução da Produção em Massa
Vamos começar com o Fordismo, uma revolução na forma como produzimos bens. No início do século XX, nos Estados Unidos, Henry Ford, fundador da Ford Motors, inspirou-se nas ideias do engenheiro Frederick Winslow Taylor para introduzir em suas fábricas a produção em série, na qual as mercadorias são padronizadas e fabricadas em grande quantidade, e a divisão da produção, na qual cada trabalhador fica responsável por uma tarefa específica. O objetivo era produzir mais em menos tempo, e o resultado foi uma separação nítida entre o trabalho intelectual, de planejamento, e o trabalho manual, de execução.
Fonte: Estudo prático/fordismo.
O Fordismo trouxe a ideia de que, ao dividir o trabalho em tarefas simples e repetitivas, era possível aumentar a eficiência e reduzir custos. O resultado foi que carros, antes um luxo para poucos, se tornaram acessíveis para a classe média. Esse modelo de organização fabril também impulsionou a atuação das empresas transnacionais, já que a produção passou a poder ser distribuída não só entre trabalhadores, mas entre unidades fabris situadas em localidades diferentes, dentro do mesmo país ou em mais de um.
Um exemplo curioso dessa expansão fordista aconteceu no próprio Brasil. Em 1928, como alternativa à produção de borracha nas colônias do Império Britânico no Sudeste Asiático, Henry Ford comprou uma vasta área de terras no estado do Pará e instalou ali uma fábrica de beneficiamento de látex e uma vila operária para os trabalhadores, batizada de Fordlândia. O empreendimento enfrentou dificuldades com o clima e as pragas da região amazônica e acabou sendo vendido de volta ao governo brasileiro em 1945, mas o distrito de Fordlândia, no município de Aveiro, existe até hoje.
A ideia fordista também não ficou restrita aos Estados Unidos. Depois da Segunda Guerra Mundial, o Japão adotou o Fordismo e se tornou potência automobilística, com empresas como Toyota e Honda dominando o mercado global.
Toyotismo: a alternativa flexível ao Fordismo
Foi justamente no Japão, dentro da própria indústria automobilística, que surgiu o principal concorrente do modelo fordista: o Toyotismo. A partir da década de 1970, esse sistema passou a ser adotado por empresas de outros setores em todo o mundo. Diferente da produção padronizada e rígida do Fordismo, o Toyotismo viabilizou a fabricação de produtos mais adequados à demanda, individualizados e variados conforme as necessidades do mercado. Uma de suas grandes inovações foi eliminar a necessidade de manter grandes estoques nas fábricas: os componentes passaram a chegar à linha de produção exatamente no momento da montagem, no sistema conhecido como just in time. Essa flexibilidade exigiu operários capazes de operar diversos equipamentos e desempenhar diferentes funções, ao contrário da especialização rígida em uma única tarefa que marcava o Fordismo.
Keynesianismo: O Estado como Regulador da Economia
O Keynesianismo é uma abordagem econômica que ganhou destaque após a Grande Depressão dos anos 1930, período de desemprego em massa e falências em cadeia nos Estados Unidos e na Europa.
Foi nesse contexto que o economista britânico John Maynard Keynes propôs uma ideia então considerada radical: o Estado precisava intervir ativamente na economia para estimular o crescimento, em vez de simplesmente deixar o mercado se ajustar sozinho. Ele defendia aumentar os gastos públicos em momentos de crise, investir em obras públicas e reduzir impostos para incentivar o consumo.
O Brasil aplicou boa parte desses princípios nos anos 1950, no governo de Juscelino Kubitschek, sob o lema "cinquenta anos em cinco". A construção de Brasília e o Plano de Metas, que priorizou energia, transporte e indústria de base, foram exemplos diretos dessa política de investimento público pesado para acelerar a industrialização do país.
Duas Ideias, um Impacto Global
O Fordismo revolucionou a produção em massa, tornando produtos antes restritos a poucos acessíveis para o grande público. O Keynesianismo, por sua vez, consolidou a ideia de que o Estado pode e deve intervir na economia para promover crescimento e estabilidade.
Essas ideias, que surgiram em contextos históricos diferentes, tiveram um impacto global. De carros nos Estados Unidos à produção de tecnologia no Japão, do crescimento econômico no Brasil às políticas de estímulo na Europa, o Fordismo e o Keynesianismo moldaram o mundo em que vivemos hoje.
Empresas Multinacionais: Gigantes da Economia Global
Empresas multinacionais são grandes empresas que operam em diversos países ao redor do mundo, não se limitando às fronteiras nacionais. Elas têm presença poderosa e influente na economia global, muitas vezes dominando setores inteiros.
As grandes empresas formadas desde o final do século XIX, a partir de trustes e oligopólios, tinham suas sedes nos países do centro do espaço mundial, como Estados Unidos, países da Europa Ocidental e Japão, e filiais em diversos países em desenvolvimento. Esse modelo, em geral, reproduzia as tecnologias vindas da sede e garantia a venda de produtos industrializados em todos os países integrados a esse sistema econômico. Mais recentemente, essas empresas passaram a ser chamadas de transnacionais, um termo mais apropriado, já que adotaram novos procedimentos: a especialização das filiais em fases específicas da produção, a divisão da própria sede entre diversos países e a criação de centros de pesquisa e desenvolvimento nas filiais. Seus vínculos com o país de origem diminuem à medida que aumenta a independência das filiais no mercado globalizado.
Com as facilidades de comunicação e transporte trazidas pela Terceira Revolução Industrial, as transnacionais puderam flexibilizar sua localização, instalando unidades produtoras em países onde os custos de produção são mais baixos. Foi assim que os chamados Tigres Asiáticos, Cingapura, Taiwan, Hong Kong e Coreia do Sul, e, posteriormente, a China e o Vietnã, se integraram de forma acelerada à economia mundial. Hoje, as partes de um mesmo produto costumam ser fabricadas em países diferentes e montadas em outro; muitas transnacionais nem sequer fabricam mais seus produtos, apenas cuidam do projeto e da manutenção da marca, enquanto a produção dos componentes fica a cargo de indústrias instaladas onde a mão de obra é mais barata.
O Walmart é um exemplo clássico de transnacional do varejo. A rede opera mais de 10.750 lojas em 19 países, com uma cadeia de suprimentos tão grande que a torna a maior empregadora privada do mundo, com mais de 2 milhões de funcionários.
Fonte:
https://www.aedb.br/seget/arquivos/artigos21/20332218.pdf
Outro exemplo é a Apple. Com seus produtos icônicos como o iPhone e o MacBook, a Apple tem fábricas e escritórios em diversos países, coordenando uma complexa cadeia de produção global.
O Papel das Multinacionais na Economia
Essas empresas não apenas vendem produtos, mas também moldam a economia global. Elas influenciam as políticas governamentais, a distribuição de recursos e até mesmo as tendências de consumo.
As multinacionais também têm um grande impacto nos países onde operam. Por um lado, podem trazer empregos e investimentos, mas por outro, também podem gerar questões de desigualdade, exploração e impactos ambientais.
Nova Divisão Internacional do Trabalho (NDIT)
Agora vamos falar sobre a Nova Divisão Internacional do Trabalho, ou NDIT, que é a forma como o trabalho e a produção estão organizados em nível global.
Antes da Segunda Guerra Mundial, havia relativamente poucos complexos industriais importantes fora dos países desenvolvidos, como os Estados Unidos e os países da Europa, e industrialização era quase sinônimo de riqueza. Nas décadas seguintes ao fim da guerra, porém, as empresas transnacionais, interessadas em ampliar o mercado consumidor de seus produtos, passaram a instalar fábricas em nações que, até então, apenas importavam boa parte do que consumiam. Esse processo ficou conhecido como globalização da produção.
Mudanças na Divisão do Trabalho
Nas duas últimas décadas do século XX, a introdução de mecanismos de controle da produção, como a robótica, associada ao aprimoramento dos sistemas de transporte e comunicação, permitiu que as transnacionais ampliassem ainda mais o intercâmbio entre suas fábricas. Hoje, vemos uma complexa rede de produção global, onde diferentes etapas do processo produtivo são feitas em diferentes países. Por exemplo, um carro pode ser projetado nos EUA, ter suas peças fabricadas na China, montado no México e vendido na Europa.
Exemplos de Países na NDIT
Vamos olhar para alguns exemplos concretos. A China se tornou conhecida como a "fábrica do mundo", com suas enormes fábricas produzindo uma variedade impressionante de produtos para exportação.
O México, por sua vez, se destaca na montagem de produtos eletrônicos e automóveis, muitas vezes em parceria com empresas dos EUA.
E o Brasil, com sua vasta agricultura e recursos naturais, muitas vezes fornece matéria-prima para essas cadeias de produção globais.
Neste texto, vimos como a Terceira Revolução Industrial, o MTCI, o Fordismo, o Toyotismo, o Keynesianismo, as transnacionais e a NDIT se conectam para explicar a indústria mundial de hoje. Mas essa história ainda não terminou: na próxima aula, vamos entender como o próprio sistema de produção se transformou ainda mais a partir da acumulação flexível, como a atividade industrial se concentra ou se espalha pelo território, e como o neoliberalismo e o capitalismo monopolista redesenharam as regras do jogo econômico global.
Reforce seu conhecimento
Selecione os conceitos com seus pares correspondentes:
QUESTÃO PRÁTICA 01
A Coreia do Sul lidera o ranking mundial de robôs industriais por 10 mil trabalhadores. O que esse indicador ajuda a mostrar sobre um país?
QUESTÃO PRÁTICA 02
Qual alternativa resume corretamente a principal diferença entre o Fordismo e o Toyotismo?
QUESTÃO PRÁTICA 03
O que caracteriza a Nova Divisão Internacional do Trabalho (NDIT)?
QUESTÃO ABERTA
Um exercício para reforçar alguns conceitos.
Segundo o texto, qual é o nome do sistema toyotista em que os insumos chegam à linha de produção exatamente no momento em que são necessários, eliminando a necessidade de grandes estoques?
Segundo o texto, complete o lema do governo de Juscelino Kubitschek: "cinquenta anos em ___"?
Infográfico - Resumo
Fonte: Organizado e revisado pelo
autor.
Não existe pergunta boba! A Ciência é feita de perguntas!
P: Qual foi o impacto da Revolução Industrial na vida das pessoas comuns?
R: A Revolução Industrial teve diversos impactos na vida das pessoas comuns. Entre eles, o surgimento das fábricas e o aumento da urbanização levaram a mudanças nas condições de trabalho e no estilo de vida das pessoas. Muitos trabalhadores passaram a viver em áreas urbanas próximas às fábricas, enfrentando longas jornadas de trabalho e condições precárias.
P: Como a globalização afeta o consumo de produtos ao redor do mundo?
R: A globalização impacta diretamente o consumo de produtos ao redor do mundo. Com a interconexão das economias, produtos fabricados em um país podem ser facilmente encontrados e consumidos em outros. Isso leva a uma maior diversidade de produtos disponíveis, mas também pode resultar em padrões de consumo padronizados em todo o mundo.
P: Como a tecnologia tem influenciado a indústria moderna?
R: A tecnologia tem sido fundamental para a indústria moderna, possibilitando a automação de processos, o desenvolvimento de novos materiais e produtos, e a otimização da produção. Máquinas avançadas, robótica e a digitalização de processos têm aumentado a eficiência e a produtividade nas fábricas, resultando em uma indústria mais ágil e competitiva.
P: Por que as multinacionais passaram a ser chamadas de transnacionais, e qual a relação disso com a Nova Divisão Internacional do Trabalho?
R: Porque essas empresas deixaram de apenas manter filiais subordinadas a uma sede única e passaram a especializar suas unidades em diferentes etapas do processo produtivo, dividir a própria sede entre países e instalar centros de pesquisa fora do país de origem. Essa flexibilidade de localização, somada às facilidades de transporte e comunicação da Terceira Revolução Industrial, permitiu que a produção de um mesmo produto fosse fragmentada entre vários países, o que é exatamente a lógica da NDIT: cada etapa da produção acontece onde é mais vantajoso, seja pelo custo da mão de obra, pela proximidade de matéria-prima ou pela infraestrutura tecnológica disponível.
Questões para responder no caderno
1. O que é a Terceira Revolução Industrial e por que ela também é chamada de Revolução Informacional?
2. O que é a Indústria 4.0 e quando esse termo foi criado?
3. Descreva o Meio Técnico-Científico-Informacional (MTCI) e explique por que ele é considerado a face geográfica da globalização.
4. Explique o Fordismo: quem o criou, e como ele organizava o trabalho na fábrica?
5. O que foi Fordlândia, e o que esse episódio revela sobre a expansão do modelo fordista?
6. Em que o Toyotismo se diferencia do Fordismo? O que é o sistema just in time?
7. O que é o Keynesianismo e como o governo de Juscelino Kubitschek se relaciona com essa ideia no Brasil?
8. Por que as multinacionais passaram a ser chamadas de transnacionais? Cite um exemplo de empresa transnacional.
9. O que são os Tigres Asiáticos, e qual foi o papel das transnacionais no seu desenvolvimento industrial?
10. O que é a Nova Divisão Internacional do Trabalho (NDIT)? Explique com um exemplo de produto fabricado em mais de um país.
Antes de finalizar, vamos fazer as questões!
LO
Meio Técnico-Científico-Informacional (MTCI), conforme definido pelo renomado geógrafo brasileiro
Milton
Santos, representa uma nova fase na evolução da sociedade moderna. Nesta fase, a interação entre
ciência, tecnologia e mercado se torna central para entendermos as dinâmicas globais. O MTCI reflete
a
profunda interação entre ciência e técnica, a ponto de alguns autores preferirem o termo
"tecnociência"
para ressaltar a inseparabilidade desses conceitos e práticas.