Industrialização Mundial III
Conteúdo:
Objetivo:
Introdução
Na aula passada, vimos o surgimento do meio técnico-científico-informacional e entendemos como o Fordismo, o Toyotismo, o Keynesianismo e as empresas transnacionais moldaram novas formas de as indústrias produzirem no mundo, organizadas pela Nova Divisão Internacional do Trabalho.
Hoje vamos estudar como esse capitalismo global se reorganizou ainda mais a partir dos anos 1970 e 1980, com o surgimento de novos modos de produção, como a acumulação flexível, amparada em uma nova doutrina econômica: o neoliberalismo.
Acumulação flexível
A partir dos anos 1970, o capitalismo passou por uma transformação profunda na forma de produzir: a Acumulação Flexível, um conceito que ajuda a entender por que as empresas hoje produzem de um jeito bem diferente do que faziam no século passado.
O conceito foi criado pelo geógrafo britânico David Harvey, no livro "Condição Pós-Moderna", de 1989, para descrever a passagem de um regime de produção fordista-keynesiano, rígido e concentrado em uma única fábrica, para um modelo muito mais flexível. Essa transição está diretamente ligada ao Toyotismo, que você já estudou na aula passada: as fábricas passaram a se adaptar rapidamente às mudanças do mercado, produzindo só o que é necessário, no momento certo, sem manter estoques gigantes, no espírito do sistema just in time.
Fonte: https://www.significados.com.br/
Quando falamos das características desse modelo, vemos que a produção acontece em várias partes, de forma espalhada, não mais concentrada em um lugar só. Muitas empresas também terceirizam parte do trabalho, ou seja, contratam outras empresas para fazer algumas etapas do processo. O lado ruim é que isso às vezes acaba gerando trabalhos precários, com menos direitos para os trabalhadores.
Você pode ver exemplos disso em vários lugares. Na indústria automobilística, por exemplo, as fábricas conseguem mudar rapidamente de um modelo de carro para outro, seguindo as tendências do mercado. Na tecnologia, com empresas lançando novos produtos o tempo todo, sempre buscando inovações. E na moda rápida, aquela que traz as últimas tendências das passarelas para as lojas em um piscar de olhos.
A chamada "moda rápida", ou fast fashion, é um dos exemplos mais visíveis da acumulação flexível no dia a dia. Redes como Zara, Shein e H&M conseguem projetar, produzir e colocar novas peças à venda em questão de semanas, terceirizando a costura para fábricas em países onde a mão de obra é mais barata. A Shein, hoje líder global do setor, chega a lançar milhares de novos modelos de roupa por dia, um ritmo de produção muito mais acelerado que o de concorrentes tradicionais como Zara e H&M somadas. Esse ritmo acelerado de produção e descarte de roupas também levanta preocupações ambientais, já que gera milhões de toneladas de resíduos têxteis todos os anos, entre roupas encalhadas, embalagens e sobras de tecido.
Fonte: pixabay.com.
Esses ganhos de flexibilidade, porém, têm um lado problemático. A Acumulação Flexível pode aumentar a desigualdade, já que muitas vezes os trabalhadores não têm condições justas. Também pode trazer instabilidade, já que as mudanças rápidas às vezes deixam alguns setores ou empresas para trás, e tende a concentrar a riqueza em poucas mãos, deixando muita gente de fora dos benefícios.
Um desdobramento recente e bem conhecido da acumulação flexível é a chamada "uberização" do trabalho: em vez de contratar funcionários fixos, empresas de aplicativos conectam prestadores de serviço a clientes sob demanda, sem vínculo empregatício formal. Isso leva a extrema flexibilidade da lógica da acumulação flexível ao limite, e é um dos temas mais debatidos hoje quando se discute os direitos trabalhistas nesse novo modelo de economia. No Brasil, segundo o IBGE, o número de trabalhadores por aplicativos chegou a 1,7 milhão de pessoas no terceiro trimestre de 2024, um crescimento de 25% em apenas dois anos. Entre esses trabalhadores, a informalidade atinge 71%, contra 44% entre os demais ocupados do país, e a renda média dos entregadores fica bem abaixo da média geral dos trabalhadores brasileiros, o que alimenta o debate sobre a falta de direitos trabalhistas nesse tipo de ocupação.
QUESTÃO PRÁTICA
A Acumulação Flexível permite às empresas adaptarem rapidamente sua produção às mudanças do mercado, sem necessidade de grandes estoques.
Concentração da atividade industrial
Essa concentração acontece quando a produção industrial fica centralizada em algumas poucas empresas gigantes: aquelas que aparecem constantemente nos noticiários, dominando o mercado e concentrando grande parte do poder econômico de seus setores.
Isso acaba formando as principais regiões industriais do mundo, como o Centro-Leste dos Estados Unidos e o sudeste do Canadá, a Europa Ocidental em países como Grã-Bretanha, França e Alemanha, além de Japão, China, o Sudeste do Brasil e a Argentina, e a Austrália. No Brasil, essa concentração é histórica: o estado de São Paulo, por causa da infraestrutura herdada da economia cafeeira, ainda responde por cerca de um quarto do PIB industrial do país, mesmo após décadas de políticas de desconcentração.
Quando olhamos de perto, vemos que essa concentração traz algumas características bem marcantes. Primeiro, são poucas empresas que mandam na área, formando quase que um clube exclusivo. Elas têm tanto poder que conseguem controlar os preços e até ditar as regras do mercado. E não podemos esquecer das economias de escala, que são os benefícios de produzir em grande quantidade, deixando os concorrentes menores para trás.
Um exemplo extremo e muito atual dessa concentração é a indústria de semicondutores. Taiwan, um pequeno território insular, responde por mais de 60% da produção mundial de chips e por cerca de 90% da fabricação dos chips mais avançados, aqueles usados em inteligência artificial e nos smartphones mais modernos. Só a empresa taiwanesa TSMC controla mais da metade do mercado global de fabricação de chips sob encomenda. Essa concentração extrema em um único território torna a economia mundial extremamente dependente de Taiwan, e é um dos motivos das tensões geopolíticas envolvendo a região e a China.
Vale comparar o caso de Taiwan com o da Coreia do Sul, sua principal concorrente nesse setor. Enquanto a TSMC, taiwanesa, chegou a quase 70% do mercado global de fabricação de chips sob encomenda em 2025, a Samsung, sul-coreana, ficou em segundo lugar, mas com uma fatia bem menor, de cerca de 7%, uma diferença de mais de 60 pontos percentuais entre as duas. A distância se deve à liderança tecnológica da TSMC em chips mais avançados, essenciais para inteligência artificial, enquanto a Samsung ainda enfrenta dificuldades para acompanhar esse ritmo. O caso mostra como a concentração da atividade industrial pode acontecer mesmo entre concorrentes diretos do mesmo setor e da mesma região da Ásia Oriental.
Para entender melhor, vamos ver alguns exemplos: na indústria automobilística , essas empresas gigantes que conhecemos são as que dominam o mercado, lançam modelos novos e fazem a concorrência correr atrás. Na tecnologia, com as grandes marcas que lançam os smartphones mais esperados do ano. E na energia elétrica, onde algumas empresas têm o controle das fontes de energia que usamos em casa.
Essa concentração também traz problemas. Ela pode aumentar a desigualdade, já que essas empresas gigantes muitas vezes não dão oportunidades para as menores. Além disso, o poder fica muito concentrado em algumas mãos, o que pode influenciar até nas decisões políticas do país.
Alguns termos ajudam a entender melhor esse cenário de concentração industrial:
-
Conglomerado: É quando várias empresas diferentes se juntam sob o controle de um
único grupo, formando uma espécie de "império" empresarial.
Fonte:
https://brunoantognolli.wordpress.com
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Truste: São acordos entre empresas concorrentes para limitar a competição,
controlando preços e mercado.
Fonte: Descomplica.
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Holding: É uma empresa que tem o objetivo de controlar outras empresas, geralmente
por meio da compra de suas ações.
Fonte:
https://ebcon.com.br/blog/exemplos-de-holding/
- Cartel: Semelhante ao truste, é uma união de empresas do mesmo ramo que se juntam para controlar a oferta e o preço de um produto.
- Dumping: refere-se à prática de uma empresa vender seus produtos em um mercado estrangeiro a um preço inferior ao praticado no mercado doméstico ou ao custo de produção. Isso pode ser feito para ganhar participação de mercado, eliminar concorrentes locais ou simplesmente para se livrar de excesso de estoque.
- Joint-venture: É uma parceria entre duas ou mais empresas para realizarem um projeto específico em conjunto, como uma nova linha de produtos ou a exploração de um mercado novo.
O setor bancário brasileiro é um bom exemplo dessa concentração fora da indústria propriamente dita. Segundo o Banco Central, no fim de 2024, apenas quatro instituições, Caixa, Banco do Brasil, Itaú e Bradesco, concentravam 57,9% de todas as operações de crédito do país e 54,7% do total de ativos do sistema financeiro nacional. Esse tipo de concentração em poucos grandes bancos costuma significar menos concorrência em tarifas e taxas de juros, e afeta diretamente o custo do crédito para empresas e famílias em todo o país.
Neoliberalismo
O Neoliberalismo é uma ideologia econômica que prega o livre mercado, ou seja, menos interferência do Estado na economia e mais espaço para as empresas se movimentarem. Isso se traduz em privatização de setores antes controlados pelo governo, desregulamentação das atividades empresariais e um forte enfoque no individualismo.
Essa doutrina ganhou corpo entre as décadas de 1970 e 1980, em um contexto de flexibilização da produção industrial, integração econômica entre os países e sucessivas crises do capitalismo, que levaram economistas a propor mudanças na forma de atuação dos governos. Duas crises do petróleo ajudam a explicar esse cenário: em 1973, países árabes produtores de petróleo impuseram um embargo aos Estados Unidos e a aliados de Israel durante a Guerra do Yom Kippur, disparando os preços mundiais do combustível, e em 1979, a Revolução Iraniana provocou um segundo choque semelhante. O resultado, em boa parte dos países ricos, foi a chamada estagflação: inflação alta combinada com desemprego elevado e economia estagnada, uma combinação que as receitas keynesianas tradicionais não conseguiam resolver com facilidade. Foi nesse contexto de crise que ideias neoliberais, defendidas havia décadas por economistas como Friedrich Hayek e Milton Friedman, ganharam força entre governos e organismos internacionais. Em 1989, um conjunto de regras básicas formuladas por instituições financeiras internacionais, conhecido como Consenso de Washington, passou a orientar reformas neoliberais em diversos países. Segundo essas regras, os Estados deveriam adotar o chamado Estado Mínimo, fazer ajustes fiscais, reduzir gastos públicos e privatizar empresas estatais para garantir a entrada rápida de capital estrangeiro.
A maioria dos países da América Latina, do Leste Europeu e da Ásia Central aderiu a essas recomendações, muitas vezes pressionados por organismos como o FMI, o Banco Mundial e o Bird, que condicionavam seus empréstimos ao cumprimento das reformas. Desde a década de 1990, porém, o Consenso de Washington tem sido duramente criticado por economistas e analistas políticos: o acirramento das desigualdades sociais, o aumento do desemprego e da pobreza e a redução dos sistemas de proteção social estão entre os principais problemas atribuídos às políticas neoliberais.
Fonte: https://www.ihu.unisinos.br/
O Neoliberalismo, com seus princípios de livre mercado e redução do Estado, tem gerado debates intensos sobre seu impacto na sociedade e na economia dos países ao redor do mundo.
QUESTÃO PRÁTICA
Qual é um dos principais princípios do Neoliberalismo?
O Capitalismo monopolista
O Capitalismo Monopolista impacta diretamente o mercado e as nossas escolhas como consumidores.
O Capitalismo Monopolista ocorre quando o poder econômico está concentrado nas mãos de poucas empresas, que dominam praticamente um setor inteiro e controlam boa parte do que acontece no mercado.
Esse cenário tem três características marcantes. A primeira é o controle do mercado: essas empresas têm o poder de ditar as regras, os preços e até mesmo o que é produzido. A segunda é a supressão da concorrência, quando elas não deixam espaço para outras empresas competirem de igual para igual. A terceira é a exploração de recursos, já que essas gigantes muitas vezes buscam o lucro máximo sem se importar muito com o impacto social ou ambiental.
Um exemplo claro são as gigantes tecnológicas: empresas como Google, Apple, Facebook e Amazon têm um domínio quase absoluto em seus respectivos campos. Outro setor bastante monopolizado é o de telecomunicações, com empresas que controlam desde a internet que usamos até as nossas ligações. E há também o setor farmacêutico, onde algumas poucas empresas têm um controle enorme sobre os medicamentos que consumimos.
O mercado brasileiro de aviação civil é um exemplo claro de oligopólio, quando poucas empresas, e não apenas uma, dividem quase todo um setor entre si. Em 2025, três companhias, Latam, Gol e Azul, respondiam juntas por mais de 99% do mercado doméstico de passageiros, uma concentração que só cresceu nas últimas duas décadas: em 2000, as três maiores companhias detinham cerca de 64% do mercado. Diferente do monopólio, em que uma única empresa domina sozinha, no oligopólio as poucas empresas concorrem entre si, mas de um jeito limitado, o que ainda assim tende a manter preços de passagens mais altos do que em mercados com mais concorrência.
Em 2023, as gigantes da tecnologia faturaram cifras impressionantes: somando apenas quatro delas, Amazon (US$ 574,8 bilhões), Apple (US$ 383,3 bilhões), Alphabet, dona do Google (US$ 307 bilhões), e Meta, dona do Facebook e do Instagram (US$ 134,9 bilhões), a receita combinada passa de US$ 1,4 trilhão em um único ano. A Apple, aliás, foi a única do grupo que teve receita menor que no ano anterior: caiu de US$ 394,3 bilhões em 2022 para US$ 383,3 bilhões em 2023, uma queda puxada principalmente pela valorização do dólar frente a outras moedas.
Esse domínio traz impactos importantes. O primeiro é a desigualdade: com essas empresas tão poderosas, fica difícil para as pequenas e médias empresas competirem, o que aumenta as diferenças econômicas entre as pessoas. O segundo é a redução das opções de escolha, já que boa parte do mercado acaba sendo ditada por esses gigantes. E o terceiro é a influência política: com tanto poder econômico, essas empresas também têm voz nas decisões políticas, o que pode afetar diretamente as políticas públicas.
Esse tipo de preocupação não é novidade. Um dos casos mais famosos da história aconteceu nos Estados Unidos, no final do século XIX, com a Standard Oil, empresa de petróleo de John D. Rockefeller. Em 1882, cerca de quarenta empresas ligadas à Standard Oil se reorganizaram em um truste que chegou a controlar praticamente todo o refino de petróleo do país. Para conter esse tipo de domínio de mercado, o governo dos Estados Unidos aprovou, em 1890, a Lei Sherman Antitruste, e em 1911 a Suprema Corte determinou que a Standard Oil fosse dividida em 34 empresas menores.
No Brasil, quem cumpre um papel parecido é o CADE, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica. Vinculado ao Ministério da Justiça, o CADE tem a função de prevenir e investigar cartéis e abusos de poder econômico, além de aprovar ou não fusões e aquisições que possam reduzir demais a concorrência em um setor. É por isso que grandes fusões de empresas, como as que acontecem entre bancos ou operadoras de telefonia, precisam passar pela análise do CADE antes de serem concluídas. Em dezembro de 2025, por exemplo, o CADE aprovou a compra da Cobasi pela Petz, criando a maior rede de produtos e serviços para animais de estimação do país, mas só autorizou a operação com restrições: as empresas tiveram que se comprometer a vender 26 lojas no estado de São Paulo, para não concentrar demais o mercado nas regiões onde ambas já eram fortes.
As gigantes de tecnologia continuam sendo alvo constante desse tipo de fiscalização. A União Europeia, por exemplo, já aplicou diversas multas bilionárias ao Google por práticas anticompetitivas: uma multa de cerca de 4,3 bilhões de euros em 2018 por abuso de posição dominante com o sistema Android, e outra de aproximadamente 2,95 bilhões de euros em 2025 por favorecer seus próprios serviços de publicidade digital em detrimento dos concorrentes.
Nos Estados Unidos, em agosto de 2024, um juiz federal decidiu que o Google mantém ilegalmente um monopólio no mercado de buscas online, após um processo movido pelo Departamento de Justiça americano. A decisão apontou que os pagamentos bilionários feitos pelo Google, mais de 26 bilhões de dólares em 2021, para ser o mecanismo de busca padrão em navegadores e celulares de fabricantes como Apple e Samsung funcionavam como uma barreira que impedia concorrentes de crescer no mercado. Esses casos mostram que, mesmo décadas depois da Standard Oil, o desafio de equilibrar a livre concorrência com o poder das grandes corporações continua no centro do debate econômico mundial.
Resumindo
Vimos, nesta aula, quatro peças de um mesmo quebra-cabeça econômico. A acumulação flexível mostrou como a produção industrial deixou de ser rígida e concentrada, como no Fordismo, para se tornar adaptável e terceirizada, seguindo a lógica do Toyotismo. A concentração da atividade industrial explicou por que certas regiões do planeta, e até países inteiros, como Taiwan no caso dos semicondutores, concentram fatias enormes da produção mundial em torno de poucas empresas gigantes. O neoliberalismo revelou a doutrina econômica que, desde o Consenso de Washington de 1989, reduziu o papel do Estado e ampliou o espaço das grandes corporações, com impactos sentidos até hoje no Brasil e no mundo. E o capitalismo monopolista mostrou como, apesar de mais de um século de leis antitruste, o poder econômico continua se concentrando nas mãos de poucas empresas, das petrolíferas do século XIX às big techs do século XXI.
Essas quatro transformações mostram como o capitalismo se reorganizou economicamente a partir dos anos 1970 e 1980. Mas essa reorganização não aconteceu no vácuo: ela se desenrolou dentro de uma ordem geopolítica mundial específica, marcada pela disputa entre capitalismo e socialismo. Na próxima aula, vamos voltar um pouco no tempo para entender como essa ordem mundial se formou, começando pela Guerra Fria e pela Ordem Bipolar entre Estados Unidos e União Soviética, passando pelo Imperialismo, pela regionalização do mundo e pela criação da OTAN.
QUESTÃO PRÁTICA
O que aconteceu com a Standard Oil em 1911, segundo o texto?
QUESTÃO ABERTA
Segundo o texto, qual conjunto de recomendações econômicas de 1989 orientou reformas neoliberais em diversos países?
Segundo o texto, o que a Acumulação Flexível trouxe para a organização da produção industrial, que antes era rígida e concentrada em uma única fábrica?
Reforce seu conhecimento
Selecione os conceitos com seus pares correspondentes:
Infográfico - Resumo
Fonte: Organizado e revisado pelo
autor.
Não existe pergunta boba! A Ciência é feita de perguntas!
P: Qual foi o impacto da acumulação flexível na organização do trabalho?
R: A acumulação flexível trouxe mudanças significativas na organização do trabalho, como a fragmentação das atividades produtivas, o uso intensivo de tecnologia e a precarização das condições de trabalho.
P: Como a concentração da atividade industrial afeta a competição entre empresas?
R: A concentração da atividade industrial pode levar à formação de monopólios e oligopólios, reduzindo a competição e limitando as opções disponíveis para os consumidores. Isso pode resultar em preços mais altos e menor qualidade dos produtos.
P: Qual a diferença entre monopólio e oligopólio?
R: O monopólio e o oligopólio são dois tipos de estruturas de mercado. No monopólio, apenas uma empresa controla a oferta de um determinado produto ou serviço, não tendo concorrentes significativos. Já no oligopólio, algumas poucas empresas dominam o mercado, o que pode resultar em um alto grau de interdependência entre elas e impactar os preços e a competição.
P: O que foi o Consenso de Washington, e por que ele é criticado até hoje?
R: Foi um conjunto de recomendações econômicas neoliberais formulado em 1989 por instituições como o FMI e o Banco Mundial, que condicionavam empréstimos a países endividados da América Latina, do Leste Europeu e da Ásia Central à adoção de reformas como privatizações, ajuste fiscal e redução de gastos públicos. Desde a década de 1990, o Consenso de Washington é criticado por ter aprofundado desigualdades sociais, aumentado o desemprego e a pobreza, e enfraquecido os sistemas de proteção social em vários dos países que seguiram suas recomendações.
Questões para responder no caderno
1. O que é a acumulação flexível, e quem criou esse conceito?
2. Qual é a relação entre o Toyotismo, estudado na aula passada, e a acumulação flexível?
3. O que é a concentração da atividade industrial? Cite uma região do mundo e uma região do Brasil onde ela ocorre.
4. Diferencie conglomerado, truste, holding e cartel.
5. O que foi o Consenso de Washington, e quais países mais aderiram às suas recomendações?
6. O que é o Estado Mínimo, segundo o neoliberalismo?
7. Cite dois impactos das políticas neoliberais apontados pelos críticos do Consenso de Washington.
8. O que caracteriza o capitalismo monopolista?
9. Qual é a diferença entre monopólio e oligopólio?
10. Como a acumulação flexível, a concentração industrial, o neoliberalismo e o capitalismo monopolista se relacionam entre si?
Antes de finalizar, vamos fazer as questões!