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Objetivo:


Antes de começar: o que você já sabe?

Você já viu no jornal ou nas redes sociais alguma notícia sobre tráfico de drogas, guerrilha ou crise política em algum país da América Latina? Talvez tenha ouvido falar de venezuelanos que chegaram ao Brasil fugindo de crise, ou de colombianos atingidos pela violência do narcotráfico.

Pense nestas perguntas antes de começar:

Guarde suas respostas. No final desta aula, você vai ver que tem muito mais a dizer do que imaginava, e que muitas das explicações fáceis que circulam sobre esses temas escondem processos históricos e econômicos bem mais complexos do que parecem à primeira vista.


O problema que esta aula vai iluminar

Por que jovens entram para guerrilhas ou para o tráfico em países como Colômbia, Peru e México? Por que a Venezuela, dona das maiores reservas de petróleo do mundo, virou o país de onde mais pessoas fogem na América Latina? E por que Cuba, que resistiu por mais de 60 anos ao bloqueio norte-americano, ainda divide tanto as opiniões no mundo?

Esses não são problemas de má sorte ou de mau caráter: são resultado de estruturas históricas de desigualdade, dependência econômica e interferência de potências externas. Esta aula vai ajudá-lo a enxergar essas raízes, cruzando geografia, história e economia para entender fenômenos que costumam aparecer separados no noticiário do dia a dia, mas que na verdade estão profundamente conectados.


Guerrilhas na América Latina

O termo guerrilha designa uma forma de combate irregular praticada por grupos armados que atuam fora das estruturas militares convencionais do Estado. Na América Latina, os movimentos guerrilheiros tiveram seu auge nas décadas de 1960, 1970 e 1980, fortemente influenciados pela Revolução Cubana de 1959 e pelo contexto da Guerra Fria, quando Estados Unidos e União Soviética disputavam influência ideológica e geopolítica no continente.

Entre os principais grupos guerrilheiros da história latino-americana:

  • FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia): fundada em 1964, foi o maior grupo guerrilheiro do hemisfério ocidental. Atuou por décadas financiada, em grande parte, pelo narcotráfico. Em 2016, assinou um acordo de paz com o governo colombiano, mas parte dos combatentes rejeitou o acordo e formou dissidências. A maior delas, o Estado-Maior Central (EMC), liderado por Iván Mordisco, tornou-se uma das organizações armadas mais poderosas da Colômbia atual, disputando território com o Estado e com outros grupos irregulares.
  • ELN (Exército de Libertação Nacional, Colômbia): de inspiração marxista e influência da teologia da libertação, permanece ativo até os dias atuais. As negociações de paz com o governo de Gustavo Petro, parte da política de "Paz Total", travaram após um episódio de violência em janeiro de 2025 que deixou dezenas de mortos na fronteira com a Venezuela; em 2026, o grupo sinalizou disposição para retomar o diálogo apenas com o governo seguinte, o do presidente eleito em maio de 2026, Abelardo de la Espriella, que assumiu em agosto.
  • Sendero Luminoso (Peru): grupo maoísta surgido nos anos 1980, responsável por grave violência contra populações civis. Foi parcialmente desarticulado após a prisão de seu líder, Abimael Guzmán, em 1992.
  • Tupamaros (Uruguai): movimento urbano dos anos 1960-1970, derrotado militarmente, mas cujos integrantes mais tarde participaram da vida política democrática do país.

A maioria dos movimentos guerrilheiros surgiu em contextos de extrema desigualdade social, ausência de representação política e repressão de regimes autoritários. Com o fim das ditaduras e a redemocratização da região nos anos 1980-1990, muitos grupos se desmobilizaram ou se transformaram em partidos políticos.

Fato Interessante: Para combater as guerrilhas e qualquer oposição de esquerda, as ditaduras militares da América do Sul (Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Brasil) coordenaram, a partir de 1975, uma rede secreta de perseguição política conhecida como Operação Condor. Com apoio de agências de inteligência dos Estados Unidos, os regimes trocavam informações e chegavam a sequestrar e assassinar opositores que haviam fugido para países vizinhos, mostrando como a repressão às guerrilhas latino-americanas também foi, ela própria, um fenômeno geopolítico internacional, e não apenas um problema interno de cada país.

Mapa dos principais movimentos guerrilheiros na América Latina e suas áreas de atuação histórica Principais movimentos guerrilheiros na América Latina (séc. XX). Fonte: elaboração própria.

Narcotráfico

O narcotráfico constitui um dos maiores desafios para os Estados latino-americanos. A produção e o comércio ilegal de drogas, sobretudo a cocaína derivada da folha de coca, estão profundamente enraizados na geografia, na economia e na política da região andina.

A Colômbia, o Peru e a Bolívia concentram a maior parte da produção mundial de coca. O chamado Triângulo Andino é a principal zona produtora, de onde a droga é exportada para os mercados da América do Norte, Europa e outras regiões. O México tornou-se o principal corredor de escoamento para os Estados Unidos, com cartéis extremamente poderosos que rivalizam com o próprio Estado.

A relação entre narcotráfico e guerrilha é histórica: grupos como as FARC utilizaram a taxação do tráfico de drogas como forma de financiamento, prática conhecida como narcoguerrilha. Em contrapartida, os cartéis também passaram a atuar politicamente, corrompendo funcionários e intimidando a sociedade civil.

As consequências do narcotráfico são múltiplas: violência urbana e rural, enfraquecimento das instituições democráticas, deslocamento forçado de populações, impactos ambientais pelo desmatamento associado às plantações ilegais e a manutenção de ciclos de pobreza em comunidades dependentes do cultivo ilícito.

É importante notar que o narcotráfico não é um problema apenas dos países produtores. A cocaína só é um negócio lucrativo porque existe demanda constante nos países consumidores, sobretudo Estados Unidos e Europa. Ainda assim, o combate ao narcotráfico costuma se concentrar quase exclusivamente do lado da oferta, com erradicação de plantações e repressão militar nos países andinos, enquanto as políticas de redução da demanda e de tratamento de dependentes nos países ricos recebem muito menos atenção e investimento. Essa assimetria ajuda a explicar por que, mesmo depois de décadas de "guerra às drogas", a produção e o consumo de cocaína continuam em alta em escala global.

O caso do Equador
O Equador mostra como essa geografia pode mudar rápido. Até meados dos anos 2010, o país não era um dos grandes produtores nem um dos mais violentos da região, mas se tornou um corredor estratégico para o escoamento de cocaína colombiana e peruana rumo à Europa, principalmente pelo porto de Guayaquil. Facções locais como Los Choneros e Los Lobos passaram a disputar essas rotas, e a violência disparou: o país fechou 2025 com um recorde histórico de cerca de 9,3 mil homicídios. O presidente Daniel Noboa respondeu com uma política de "mão dura", incluindo operações internacionais que apreenderam toneladas de cocaína em alto-mar, mas os índices de violência voltaram a subir mesmo assim, mostrando como é difícil conter o narcotráfico apenas com repressão, sem enfrentar as rotas comerciais e a demanda dos países consumidores.

Infográfico mostrando as rotas do narcotráfico da América Latina para os mercados consumidores Rotas do narcotráfico latino-americano. Fonte: UNODC, Relatório Mundial sobre Drogas, 2023.

QUESTÃO PRÁTICA

As FARC utilizaram o narcotráfico como principal fonte de financiamento por décadas. Essa prática recebe o nome de:

Venezuela, Cuba e Bolívia: três trajetórias políticas

Venezuela

A Venezuela possui as maiores reservas de petróleo do mundo, o que durante décadas sustentou programas sociais e garantiu relativa estabilidade econômica. No entanto, a dependência excessiva do petróleo tornou o país extremamente vulnerável às oscilações do mercado internacional.

Com a chegada de Hugo Chávez ao poder em 1999, a Venezuela adotou o modelo do chamado socialismo do século XXI, com ampla intervenção estatal na economia, nacionalização de empresas e redistribuição de renda por meio de programas sociais. A morte de Chávez em 2013 e a queda dos preços do petróleo a partir de 2014 aprofundaram a crise sob Nicolás Maduro.

Desde então, a Venezuela enfrenta hiperinflação, escassez de alimentos e medicamentos, e uma crise migratória que, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), já levou cerca de 6,9 milhões de venezuelanos a deixar o país até o final de 2025, a maioria acolhida por outros países da América Latina e do Caribe.

A queda de Maduro (2026)
Na madrugada de 3 de janeiro de 2026, uma operação militar dos Estados Unidos capturou Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em Caracas, utilizando dezenas de aeronaves militares, incluindo caças stealth e bombardeiros. Maduro foi levado para os Estados Unidos e indiciado por conspiração de narcoterrorismo e tráfico de cocaína. Dois dias depois, a então vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu como presidenta interina, dando início a um governo de transição cujo desfecho eleitoral ainda era incerto em meados de 2026.

Parte significativa desses venezuelanos entrou pela fronteira norte do Brasil, principalmente por Roraima, e foi posteriormente distribuída para outras regiões do país por meio de um programa federal de interiorização. A região Sul recebeu um contingente expressivo desses imigrantes, que encontraram emprego formal sobretudo na indústria de processamento de carnes, um dos setores que mais absorve mão de obra estrangeira na região. Dados de programas de assistência social, como o Cadastro Único (CadÚnico), mostram que boa parte desses trabalhadores imigrantes recebe renda mensal de até meio salário-mínimo, o que evidencia uma inserção precária no mercado formal de trabalho: os baixos salários pagos pela agroindústria alimentícia se traduzem diretamente em vulnerabilidade socioeconômica para essa população, mesmo estando formalmente empregada.

Além da crise interna, a Venezuela mantém uma disputa territorial histórica com a Guiana pela região do Essequibo, um território que corresponde a quase dois terços da área total da Guiana. A reivindicação venezuelana é antiga, mas ganhou força política renovada depois que reservas de petróleo foram descobertas na costa guianesa a partir de 2015, tornando a região disputada muito mais valiosa economicamente. Em 2023, o governo venezuelano promoveu um referendo interno sobre a anexação do Essequibo e chegou a anunciar a criação de um estado venezuelano na área, o que elevou a tensão militar na fronteira e levou a Guiana a recorrer à Corte Internacional de Justiça, em Haia, para garantir seus limites territoriais atuais. Em maio de 2026, a fase oral do julgamento na Corte foi concluída após oito dias de audiências públicas, com a presidenta interina Delcy Rodríguez defendendo, pessoalmente em Haia, que uma solução negociada diretamente entre os dois países era "inevitável e indispensável", enquanto a Guiana insistia que o laudo arbitral de 1899 já havia fixado a fronteira de forma definitiva. Uma decisão final da Corte ainda era aguardada.

Cuba

Cuba é o único país do continente americano com regime de partido único desde a Revolução de 1959, liderada por Fidel Castro. A ilha tornou-se símbolo da resistência ao imperialismo norte-americano durante a Guerra Fria e influenciou diretamente o surgimento de guerrilhas em toda a América Latina.

O regime cubano é reconhecido por conquistas em educação e saúde, indicadores em que o país supera muitos vizinhos latino-americanos apesar da renda per capita relativamente baixa, mas também criticado pela restrição às liberdades civis e políticas, como a ausência de eleições multipartidárias e o controle estatal sobre a imprensa. O embargo econômico norte-americano, vigente desde 1962, contribuiu para o isolamento da ilha e para as dificuldades econômicas da população.

Após a morte de Fidel Castro em 2016 e a transição para Miguel Díaz-Canel em 2018, Cuba enfrenta novos desafios: escassez, apagões, êxodo e protestos populares inéditos, como os de julho de 2021.

Essa crise se aprofundou em 2026: em março, apagões que chegaram a durar mais de 15 horas por dia em diversas regiões do país, somados à escassez de alimentos e remédios, provocaram uma nova onda de protestos. Em janeiro, o governo Trump havia classificado Cuba como uma "ameaça incomum e extraordinária" e ameaçado sancionar qualquer país que fornecesse petróleo à ilha, incluindo a estatal mexicana Pemex, agravando ainda mais a crise de combustíveis. Diante da pressão, o discurso de Díaz-Canel oscilou entre a retórica antiamericana tradicional (chegou a acusar Washington de "genocídio político" em julho de 2026) e sinalizações de abertura ao diálogo "sem pré-requisitos". Enquanto isso, a Assembleia Geral da ONU votou, pelo 33º ano consecutivo, pelo fim do embargo, sempre com esmagadora maioria, uma posição que os Estados Unidos seguem rejeitando.

Bolívia

A Bolívia tem maioria de população indígena, e essa característica teve papel central na ascensão de Evo Morales, que em 2006 tornou-se o primeiro presidente indígena da história boliviana, eleito pelo MAS (Movimento ao Socialismo). Seu governo promoveu a nacionalização do setor de hidrocarbonetos e implementou políticas que reduziram significativamente a pobreza no país.

Em 2019, após eleição disputada e acusações de fraude, Morales renunciou sob pressão militar e deixou o país. Para uns, foi um golpe de Estado; para outros, resposta a irregularidades eleitorais. Luis Arce, também do MAS, venceu as eleições de 2020 e retomou o governo, consolidando o retorno da esquerda ao poder.

A relação entre Morales e Arce, no entanto, se rompeu nos anos seguintes, dividindo o MAS em duas alas rivais. Em maio de 2025, o Tribunal Superior Eleitoral impediu Morales de se candidatar novamente à presidência, e ele passou a viver isolado em sua base política na região do Chapare, protegido por apoiadores, sob um mandado de prisão relacionado a acusações de exploração de uma adolescente em 2015, que ele nega e classifica como perseguição política. Sem Morales na disputa e com o MAS fragmentado, o caminho ficou livre para a vitória da oposição de centro-direita nas eleições daquele ano.

O fim de quase 20 anos de MAS (2025)
Esse ciclo se encerrou em outubro de 2025: em meio à pior crise econômica boliviana em quatro décadas, com inflação anual superior a 20% e escassez crônica de combustível e de dólares, o senador de centro-direita Rodrigo Paz, do Partido Demócrata Cristão, venceu o segundo turno das eleições presidenciais com 54,5% dos votos, derrotando o conservador Jorge "Tuto" Quiroga. Paz tomou posse em 8 de novembro de 2025, encerrando quase duas décadas de governos ligados ao MAS. Em seu discurso de posse, prometeu um "capitalismo para todos", sinalizando a intenção de rever parte do modelo estatizante herdado da era Morales-Arce, incluindo a forte presença do Estado no setor de hidrocarbonetos. Seu governo, no entanto, também enfrenta forte resistência popular e protestos, o que mostra que a alternância de poder por si só não resolve os desafios estruturais da economia boliviana.

Mapa político da América do Sul destacando Venezuela, Cuba e Bolívia com indicadores de crise Venezuela, Cuba e Bolívia: trajetórias políticas do século XXI. Fonte: elaboração própria com dados da CEPAL, 2023.

QUESTÃO PRÁTICA

A crise econômica e humanitária da Venezuela, intensificada a partir de 2014, está diretamente relacionada a qual fator estrutural?

TEXTO DE APOIO

"A esquerda latino-americana surge de um continente marcado pela desigualdade mais extrema do planeta, pela dependência externa, pela violência das elites e pelo intervencionismo norte-americano. Compreender seus sucessos e fracassos exige olhar para essas condições estruturais, não apenas para as escolhas dos governantes."

SADER, Emir. A nova toupeira: os caminhos da esquerda latino-americana. São Paulo: Boitempo, 2009, p. 23.

Com base no texto de Sader e no que você estudou, responda:

1. O autor diz que é preciso olhar para "condições estruturais, não apenas para as escolhas dos governantes". O que ele quer dizer com isso? Cite um exemplo da aula (Venezuela, Cuba ou Bolívia) para ilustrar sua resposta.

2. Sader menciona "intervencionismo norte-americano" como um fator que explica a situação da América Latina. Como o embargo a Cuba e as sanções à Venezuela se encaixam nessa análise? Quem se beneficia e quem paga o custo?


O que mudou no seu olhar?

Antes parecia que guerrilhas eram simplesmente terrorismo, que o narcotráfico era resultado do mau caráter de criminosos e que a Venezuela colapsou por má gestão de um governo populista. Agora você vê que esses fenômenos têm raízes em estruturas históricas: desigualdade social extrema, ausência de representação política, dependência de commodities e interferência de potências externas. Não são problemas de pessoas, são problemas de sistemas.

Entender isso não significa aceitar a violência das guerrilhas ou do narcotráfico. Significa entender por que eles existem, para poder pensar em como superá-los de verdade.

Esta foi a última aula com conteúdo novo do módulo sobre as Américas. Na próxima parada, chega a hora de revisar tudo o que você estudou entre os Textos 20 e 23: Estados Unidos, Canadá e México, América Central e do Sul, e os conflitos e a política que acabamos de ver aqui.

Conceitos estudados nesta aula:


Por que as guerrilhas surgiram com tanta força na América Latina no século XX?

As guerrilhas emergiram num contexto de extrema desigualdade social, regimes autoritários e influência da Guerra Fria. A Revolução Cubana de 1959 demonstrou que era possível tomar o poder por meios armados, inspirando movimentos em toda a região. A ausência de canais democráticos legítimos levou parcelas da população a optar pela luta armada como alternativa de transformação social.

Qual é a diferença entre o uso tradicional da coca e o narcotráfico?

A folha de coca é utilizada há milênios pelos povos indígenas andinos para fins medicinais, culturais e religiosos. O narcotráfico envolve o processamento químico da folha para produzir cocaína, cujo comércio ilegal gera violência, corrupção e desequilíbrio institucional. Confundir os dois é ignorar a história e a cultura dos povos andinos.

O que é o "socialismo do século XXI" proposto por Chávez?

É um modelo que propõe superar o capitalismo por meios democráticos e eleitorais, com forte intervenção estatal, nacionalizações e programas sociais financiados pela renda do petróleo. Seus defensores destacam a redução da pobreza; seus críticos apontam o autoritarismo crescente e a insustentabilidade do modelo quando os preços do petróleo caíram.




Ficha de conceitos


Produção

No início desta aula, você foi questionado sobre pessoas que conhece que vieram de países em crise, sobre notícias de guerrilha e narcotráfico, e sobre por que países ricos ainda têm tanta pobreza.

Agora, com o que você aprendeu, faça uma das atividades abaixo:

Opção A: Escolha um dos três países estudados (Venezuela, Cuba ou Bolívia) e escreva um texto de 15 a 20 linhas explicando a crise daquele país. Use pelo menos três conceitos do glossário desta aula e mostre as causas estruturais, não apenas os eventos recentes.

Opção B: Se você conhece alguém que veio de um país latino-americano em crise, escreva um relato explicando, com o olhar da Geografia, por que aquela pessoa precisou sair de seu país. Se não conhece ninguém, escolha um personagem (um jovem colombiano, uma família venezuelana) e escreva a história usando os conceitos da aula.


Questões para responder no caderno

1. O que são guerrilhas? Explique como esse tipo de organização se diferencia dos exércitos regulares dos Estados.

2. De que forma a Revolução Cubana de 1959 influenciou o surgimento de movimentos guerrilheiros em outros países da América Latina? Cite ao menos dois exemplos.

3. Explique a relação entre o narcotráfico e os grupos guerrilheiros na América Latina, utilizando o conceito de narcoguerrilha.

4. Por que a Colômbia, o Peru e a Bolívia são os principais produtores de coca no mundo? Quais fatores geográficos, históricos e sociais explicam essa concentração?

5. Descreva as principais causas da crise política e econômica da Venezuela a partir de 2013. Como a dependência do petróleo contribuiu para o agravamento dessa crise?

6. O que foi o bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos a Cuba? Quais foram suas consequências para a economia e para a população cubana?

7. O governo cubano garante saúde e educação para toda a população, mas restringe liberdades civis e políticas. Como você analisa essa contradição? O que um indicador como o IDH captura e o que ele deixa de fora nesse caso?

8. A Venezuela é o país com as maiores reservas de petróleo do mundo e, ao mesmo tempo, um dos que mais gera refugiados. Quem se beneficiou da riqueza do petróleo venezuelano ao longo das décadas? E quem pagou o custo da crise? Use argumentos dos conteúdos estudados.

9. Explique a importância da folha de coca na cultura dos povos indígenas bolivianos e como esse tema se tornou um ponto de tensão nas relações entre a Bolívia e os Estados Unidos.

10. Compare os casos da Venezuela, Cuba e Bolívia: os três países adotaram, em algum momento, modelos de esquerda e enfrentaram pressão dos Estados Unidos, mas chegaram a 2026 por caminhos bem diferentes: intervenção militar externa na Venezuela, resistência de um regime de partido único sob embargo em Cuba, e alternância democrática de poder na Bolívia após uma crise econômica. O que explica cada um desses desfechos?


Antes de finalizar, vamos fazer as questões!



Para saber mais:

Referências Bibliográficas

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Para quem quer ir além da aula, com literatura



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