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Objetivo:


A Rússia chegou perto de você

Em 2022, a Rússia invadiu a Ucrânia. Nos meses seguintes, o preço do trigo e do combustível subiu no mundo inteiro, inclusive no Brasil. Famílias brasileiras pagaram mais pelo pão e pelo gás de cozinha por causa de uma guerra a 10 mil quilômetros daqui. Isso mostra o quanto a Rússia importa para o mundo.

Antes de começar, responda no caderno:

Esta aula vai te dar ferramentas geográficas e históricas para entender por que a Rússia age da forma que age, sem precisar simplesmente aceitar ou rejeitar qualquer versão pronta.


O problema que esta aula vai iluminar

Como um país com o maior território do mundo, com reservas colossais de petróleo, gás, diamantes e madeira, tem uma economia menor que a do Brasil? Por que um país que se autoproclama herdeiro de uma grande civilização investe em guerra enquanto sua população encolhe demograficamente e emigra? E como a história do Império Russo, da URSS e do colapso soviético de 1991 explica as ações da Rússia hoje?


O maior território do mundo

A Rússia tem 17,1 milhões de km², o maior território do mundo, maior que o continente sul-americano inteiro. Atravessa 11 fusos horários, faz fronteira com 14 países e tem acesso a três oceanos. Com apenas 145 milhões de habitantes, tem uma densidade demográfica de 9 pessoas por km², uma das mais baixas do mundo.

Essa imensidão traz paradoxos: o país tem 20% das florestas do planeta (a taiga siberiana é o maior bioma florestal do mundo), as maiores reservas de gás natural do planeta, enormes reservas de petróleo, diamantes, ouro, carvão, ferro e outros minerais. Mas grande parte desses recursos está na Sibéria, região com clima extremo, distante dos centros populacionais e de difícil exploração.

O permafrost (solo permanentemente congelado) cobre dois terços do território russo. Com o aquecimento global, esse solo está derretendo, liberando metano acumulado por milênios e destruindo infraestrutura construída sobre o gelo. A Rússia, curiosamente, é um dos países mais afetados pelas mudanças climáticas que suas exportações de combustíveis fósseis ajudam a causar.

A economia russa é dominada pela exportação de petróleo e gás: em 2021, esses recursos representavam 40% das receitas do governo e 60% das exportações. Essa dependência extrema de commodities energéticas torna a Rússia vulnerável às oscilações do preço internacional do petróleo e impede a diversificação industrial. O PIB russo é inferior ao do Brasil, apesar do território e dos recursos naturais.

O aquecimento global, que derrete o permafrost e ameaça a infraestrutura russa, também abre uma nova fronteira econômica no Ártico: a Rota do Mar do Norte, um caminho marítimo ao longo da costa ártica que, à medida que o gelo derrete, fica navegável por mais meses do ano e encurta drasticamente o trajeto entre a Ásia e a Europa comparado à rota tradicional pelo Canal de Suez. A Rússia investe pesadamente nessa rota e reforça sua presença militar no Ártico, revelando como a crise climática, que ameaça o território russo de um lado, também cria novas oportunidades geoeconômicas do outro.

Mapa da Rússia com fusos horários, principais recursos naturais e regiões geográficas O território russo: extensão, fusos horários e principais recursos. Fonte: elaboração própria.

Do Império à URSS: a Rússia e sua história de expansão

A Rússia tem uma história de expansão territorial contínua por séculos, a partir do pequeno Principado de Moscou no século XIV. O Império Russo expandiu-se em todas as direções, incorporando povos eslavos, turcos, mongóis, caucasianos, siberiano-asiáticos. Em 1917, a Revolução Russa derrubou o czar e criou a União Soviética, que reagrupou os mesmos territórios sob regime comunista e se expandiu para o Leste Europeu após a Segunda Guerra Mundial.

Em 1991, a URSS se dissolveu em 15 países independentes. Para a Rússia, foi o que o presidente Vladimir Putin chamou de "a maior catástrofe geopolítica do século XX": o país perdeu território, população, influência e prestígio. A crise econômica dos anos 1990 foi devastadora: o PIB russo caiu 50%, a expectativa de vida diminuiu, a criminalidade explorou. Nesse contexto de colapso, Putin chegou ao poder em 2000.

Putin e o Estado russo contemporâneo: desde 2000, Putin concentrou poder progressivamente. A imprensa independente foi fechada ou comprada por oligarcas aliados do governo. Opositores foram presos, envenenados ou mortos. O sistema eleitoral existe formalmente, mas sem competição real. A Rússia de Putin é classificada por analistas como "autocracia eleitoral": as formas da democracia existem, mas o poder real é indivisível. O parlamento aprovou em 2020 uma reforma constitucional que permite a Putin governar até 2036, e em março de 2024 ele foi "reeleito" para um quinto mandato com quase 90% dos votos, numa eleição sem oposição real e marcada pela mais dura repressão a candidatos críticos desde a era soviética.

Fato interessante: mesmo esse controle quase absoluto foi diretamente desafiado em junho de 2023, quando Yevgeny Prigozhin, chefe do Grupo Wagner (a milícia mercenária que lutava ao lado do exército russo na Ucrânia), liderou um motim armado: suas tropas tomaram a cidade de Rostov-on-Don e avançaram rumo a Moscou antes de recuar, em menos de 24 horas, mediante acordo que previa seu exílio em Belarus. Exatamente dois meses depois, em agosto de 2023, o avião particular em que Prigozhin viajava caiu misteriosamente perto de Moscou, matando todos a bordo. O episódio, amplamente interpretado como uma vingança do Kremlin, mostra os limites reais da "autocracia eleitoral": Putin tolera pouquíssima dissidência, mas o motim revelou rachaduras dentro do próprio aparato de poder que sustenta a guerra na Ucrânia.


QUESTÃO PRÁTICA

A economia russa é muito dependente de exportações de petróleo e gás. Isso representa uma fraqueza porque:

A guerra na Ucrânia e a geopolítica russa

Em fevereiro de 2022, a Rússia lançou uma invasão em larga escala da Ucrânia, o maior conflito armado na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Para entender por que, é preciso olhar para a geopolítica da região.

A perspectiva russa: após a dissolução da URSS, a OTAN (aliança militar ocidental) expandiu-se progressivamente em direção às fronteiras russas, incorporando países do antigo bloco soviético: Polônia, Hungria, República Tcheca (1999), países bálticos (2004), etc. A Rússia considera essa expansão uma ameaça existencial. Putin exigiu garantias de que a Ucrânia nunca seria admitida na OTAN. Ao não obter essas garantias, lançou a invasão.

A perspectiva ucraniana e ocidental: países soberanos têm o direito de escolher suas alianças. A Ucrânia não é propriedade da Rússia. A invasão violou o direito internacional e a soberania ucraniana. O resultado foi a morte de dezenas de milhares de civis, a destruição de cidades inteiras e o deslocamento de mais de 6 milhões de ucranianos para outros países europeus.

Um dos motivos pelos quais a OTAN nunca enviou tropas próprias para lutar diretamente contra a Rússia na Ucrânia é o poder nuclear russo. A Rússia possui o maior arsenal nuclear do mundo, herdado em grande parte da URSS, com milhares de ogivas espalhadas entre mísseis, submarinos e bombardeiros, muitas delas posicionadas em Kaliningrado, um pequeno território russo isolado entre a Polônia e a Lituânia, hoje cercado por países da OTAN por todos os lados. Em 2024, Putin assinou uma revisão da doutrina nuclear russa que reduziu as condições para o uso dessas armas, e ao longo da guerra utilizou repetidamente ameaças nucleares veladas como forma de desencorajar uma intervenção ocidental mais direta. O principal tratado que limitava os arsenais nucleares russo e americano, o New START, assinado ainda em 2010, expirou em fevereiro de 2026 sem ser renovado, deixando as duas maiores potências nucleares do planeta sem limites formais sobre suas armas pela primeira vez em décadas, algo que não acontecia desde o auge da Guerra Fria, o que preocupa especialistas em segurança internacional e organizações que monitoram o risco de conflitos nucleares no mundo, justamente num momento em que a confiança entre Rússia e Ocidente está no seu nível mais baixo desde o fim da Guerra Fria.

O conflito tem consequências globais: o bloqueio do trigo ucraniano e russo nos primeiros meses de guerra ameaçou a segurança alimentar de países africanos dependentes dessas importações; os preços de energia dispararam no mundo inteiro; e as sanções econômicas ao redor da Rússia aceleraram a reorganização do comércio global, com a Rússia se voltando mais para China, Índia e países do Sul Global.

Para driblar as sanções que proíbem países ocidentais de comprar petróleo russo por via marítima, a Rússia passou a depender de uma frota fantasma de mais de mil navios sem seguro nem fiscalização adequada, que entrega petróleo com desconto para compradores como China e Índia, hoje os maiores parceiros comerciais de Moscou. O Brasil também entrou nessa rota: em 2025 e 2026 o país importou volumes crescentes de diesel russo transportado por essa frota, driblando indiretamente as sanções ocidentais, o que mostra como um conflito do outro lado do mundo acaba influenciando até o preço do combustível no posto brasileiro.

Em agosto de 2024, a guerra ganhou um capítulo inédito: a Ucrânia lançou uma incursão surpresa dentro do próprio território russo, ocupando parte da região de Kursk, a primeira vez que a integridade territorial da Rússia era violada desde a Segunda Guerra Mundial. O objetivo ucraniano era forçar a Rússia a desviar tropas das frentes de batalha em Donetsk e Lugansk. A resposta russa incluiu um reforço inesperado: milhares de soldados norte-coreanos enviados pela Coreia do Norte, aliada da Rússia, para ajudar a expulsar as forças ucranianas de Kursk, episódio que internacionalizou ainda mais o conflito e demonstrou como a guerra reorganizou alianças militares em escala global.

Até 2026, a guerra segue sem um fim definido. Rodadas de negociação direta entre Rússia e Ucrânia, mediadas por países como a Turquia, ocorreram ao longo de 2025 sem produzir avanços significativos: a Rússia exige que a Ucrânia se retire de territórios anexados que nunca controlou por completo e abandone qualquer perspectiva de entrar na OTAN; a Ucrânia insiste em garantias de segurança concretas, entre elas justamente a adesão à OTAN, para impedir que um cessar-fogo sirva apenas para a Rússia se reorganizar e invadir de novo mais tarde. Diferentes tentativas de mediação, incluindo propostas de trégua em datas simbólicas como o Natal e a Páscoa, não resultaram em uma paz duradoura. O impasse mostra como guerras que parecem "travadas" no noticiário continuam custando vidas e recursos todos os dias.


O Cáucaso: uma fronteira de conflitos herdada da URSS

A região do Cáucaso, situada entre os mares Negro e Cáspio, ilustra outro tipo de herança deixada pelo colapso da URSS em 1991. Ao desenhar as fronteiras internas de suas repúblicas socialistas, a União Soviética não seguiu critérios étnicos rígidos, o que deixou minorias nacionais presas dentro de repúblicas dominadas por outros grupos. O caso mais grave dessa herança é o de Nagorno-Karabakh, território montanhoso de maioria populacional armênia que a URSS havia incluído dentro dos limites do Azerbaijão.

Com o fim da União Soviética, Armênia e Azerbaijão travaram duas guerras pelo controle de Nagorno-Karabakh, em 1988-1994 e novamente em 2020, além de confrontos menores ao longo das décadas seguintes. Em setembro de 2023, o Azerbaijão retomou o controle total da região em uma ofensiva militar rápida, o que provocou o êxodo de praticamente toda a população armênia local, mais de 100 mil pessoas, para o território da própria Armênia. O episódio marca o fim de mais de três décadas de disputa e mostra como as fronteiras artificiais herdadas de um antigo império (nesse caso, o soviético) continuam gerando conflitos étnicos e territoriais muito tempo depois do desaparecimento desse império.

A diversidade étnica não é só um problema de fronteira externa: ela também atravessa o próprio território russo, organizado em repúblicas como Buriácia, Daguestão e Tartaristão, habitadas por povos não eslavos como buriatos, daguestaneses e tártaros. Desde a mobilização militar de setembro de 2022, ficou claro que a guerra na Ucrânia não pesa igualmente sobre todos os russos: levantamentos de veículos de imprensa independentes mostram que soldados dessas repúblicas periféricas e mais pobres morreram em combate numa proporção muito maior do que moradores de Moscou ou São Petersburgo. A Buriácia, por exemplo, teve uma taxa de mortos em combate por habitante dezenas de vezes maior que a da capital russa, um padrão que expõe como o peso da guerra recai de forma desigual sobre as regiões mais distantes do poder central.

A guerra também aprofundou uma crise demográfica que já vinha de antes: a Rússia registra mais mortes do que nascimentos há anos, e a mobilização de 2022 provocou a saída de centenas de milhares de russos, muitos deles jovens qualificados que temiam ser convocados para o front. Some-se a isso as próprias baixas de guerra, e o resultado é um país que perde população justamente na faixa etária que sustenta a economia e paga os impostos que financiam o Estado no futuro, uma contradição que ajuda a explicar por que, apesar do imenso território e das riquezas naturais, a Rússia enfrenta dificuldades crescentes para sustentar seu próprio desenvolvimento a longo prazo.


QUESTÃO PRÁTICA

A invasão russa da Ucrânia em 2022 elevou os preços do trigo e do combustível no Brasil porque:

TEXTO DE APOIO

"A geopolítica da Rússia é, em grande medida, a geopolítica do medo: medo de ser cercada, medo de perder zonas de influência, medo de ser relegada a potência de segunda classe. Esse medo não justifica a invasão da Ucrânia, mas explica sua lógica interna. Estados que se sentem acuados frequentemente agem de forma que piora sua situação, em vez de melhorá-la. É o que os historiadores chamam de 'dilema de segurança': quando um lado toma medidas defensivas, o outro interpreta como ameaça e responde com escalada."

MEARSHEIMER, John. The Great Delusion: Liberal Dreams and International Realities. Yale University Press, 2018, p. 91.

Com base no texto e no que você estudou, responda:

1. Mearsheimer fala em "dilema de segurança": quando um lado toma medidas defensivas, o outro interpreta como ameaça. Como você enxerga a expansão da OTAN e a invasão russa da Ucrânia a partir desse conceito? Quem iniciou o ciclo de escalada?

2. O autor diz que o medo "não justifica a invasão, mas explica sua lógica interna". Qual é a diferença entre explicar e justificar um ato de guerra? Por que essa distinção é importante para pensar eticamente sobre conflitos internacionais?


O que mudou no seu olhar?

Antes parecia que a Rússia era simplesmente um "vilão" que invadiu um país vizinho sem motivo, ou pelo contrário, que estava apenas se defendendo de uma provocação ocidental. Agora você vê que a situação tem camadas históricas: a dissolução da URSS, a expansão da OTAN, a geopolítica dos recursos naturais e o autoritarismo interno de Putin formam um quadro complexo que não cabe em versão simples.

Entender a Rússia exige distinguir explicação de justificativa, e reconhecer que países, como pessoas, tomam decisões ruins por razões que fazem sentido dentro de uma lógica que pode estar errada.

Na próxima parada, você vai conhecer outra potência que também reivindica um lugar de destaque no mundo, mas por um caminho bem diferente do russo: a China, cuja economia hoje rivaliza com a dos Estados Unidos.

Conceitos estudados nesta aula:


Por que a Rússia tem tanto território mas uma economia relativamente pequena?

Porque grande parte do território russo é inabitável ou de difícil acesso (Sibéria com clima extremo), porque a economia ficou muito dependente de commodities (petróleo e gás) sem diversificação industrial, e porque o colapso da URSS destruiu o parque industrial soviético sem substituí-lo por algo equivalente. O autoritarismo também afugenta investimentos estrangeiros e talentos, que emigram em busca de liberdade e oportunidades.

O que foi a glasnost e a perestroika?

Reformas implementadas por Mikhail Gorbachev nos anos 1980 para tentar salvar a URSS. Glasnost ("transparência") abriu espaço para liberdade de imprensa e crítica ao governo. Perestroika ("reestruturação") tentou reformar a economia centralizada introduzindo elementos de mercado. As reformas aceleraram o colapso que tentavam evitar: ao abrir o debate público, revelaram a profundidade da crise soviética, e as repúblicas aproveitaram o relaxamento do controle central para declarar independência.

Por que o permafrost derretendo é um problema tão grave?

O permafrost siberiano contém quantidades enormes de metano acumuladas por milênios no solo congelado. Ao derreter, libera esse gás na atmosfera. O metano é um gás de efeito estufa cerca de 80 vezes mais potente que o CO2 em um horizonte de 20 anos. Isso cria um ciclo de retroalimentação: aquecimento global derrete o permafrost, que libera metano, que acelera o aquecimento. Além disso, o derretimento destrói estradas, prédios e oleodutos construídos sobre o solo congelado.

O que foi o motim de Prigozhin e a incursão ucraniana em Kursk?

São dois episódios que mostram rachaduras na aparente força do sistema de Putin. Em junho de 2023, Yevgeny Prigozhin, chefe do grupo mercenário Wagner, chegou a marchar com tropas rumo a Moscou antes de recuar; dois meses depois, morreu num acidente de avião amplamente atribuído a uma retaliação do Kremlin. Já em agosto de 2024, a Ucrânia invadiu a região russa de Kursk, a primeira violação do território russo desde a Segunda Guerra Mundial, forçando a Rússia a recorrer até a tropas norte-coreanas para expulsar os ucranianos. Ambos os episódios desafiam a imagem de controle total projetada pelo governo russo.




Ficha de conceitos


Produção

No início desta aula, você foi questionado sobre o que sabia da Rússia além da guerra na Ucrânia. Agora você tem ferramentas para ir além das manchetes e entender as camadas históricas, geográficas e geopolíticas que explicam por que aquela guerra afetou o preço do pão na sua mesa.

Opção A: A guerra na Ucrânia tem dois lados com narrativas muito diferentes: a russa (expansão da OTAN como ameaça existencial) e a ucraniana/ocidental (soberania e direito internacional). Escreva um texto de 15 a 20 linhas apresentando as duas narrativas de forma justa, sem tomar partido, e depois diga qual argumento você considera mais forte e por quê, usando fatos históricos desta aula.

Opção B: A Rússia é o maior território do mundo mas tem uma economia menor que a do Brasil. Escreva um texto de 15 a 20 linhas analisando esse paradoxo: quais fatores históricos (dissolução da URSS, dependência de commodities, autoritarismo) explicam por que um país tão grande e rico em recursos não se converteu em uma economia diversificada e próspera?


Questões para responder no caderno

1. Qual é a extensão territorial da Rússia e quantos fusos horários ela atravessa? Quais são as implicações disso para a organização do Estado?

2. O que é a taiga siberiana? Por que ela é importante para o clima do planeta?

3. O que é o permafrost e por que seu derretimento é preocupante?

4. Por que o colapso da URSS em 1991 foi tão devastador para a Rússia? Quais foram as consequências econômicas e sociais?

5. O que é a glasnost e a perestroika? Como essas reformas aceleraram o colapso soviético?

6. Explique a dependência da Rússia de exportações de petróleo e gás. Quais são os riscos dessa dependência?

7. Putin chamou a dissolução da URSS de "a maior catástrofe geopolítica do século XX". Você concorda com essa avaliação? Para quem foi uma catástrofe? Para quem foi uma libertação?

8. A invasão da Ucrânia foi justificada pela Rússia como reação à expansão da OTAN. É possível entender a perspectiva russa sem justificar a invasão? Por que as negociações de paz entre os dois países seguem travadas até 2026?

9. Como a guerra na Ucrânia afetou os preços de alimentos e energia no mundo? Por que um conflito na Europa afeta o preço do pão no Brasil?

10. A Rússia exporta quantidades enormes de combustíveis fósseis, mas ao mesmo tempo é um dos países mais afetados pelo aquecimento global (derretimento do permafrost). Como você analisa essa contradição? Que tipo de dilema isso representa para a Rússia?


Antes de finalizar, vamos fazer as questões!



Para saber mais:

Referências Bibliográficas

📚 Sugestões de Livros

Para quem quer ir além da aula, com literatura



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