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Conteúdo:

Objetivo:


Olhe ao seu redor: China está em tudo

Pegue qualquer objeto perto de você. Com grande probabilidade, está escrito "Made in China" ou tem peças fabricadas lá. O celular, as roupas, os eletrodomésticos, os brinquedos, os móveis. A China é a fábrica do mundo: sozinha, responde por cerca de 30% de toda a produção industrial do planeta, mais do que EUA, Japão e Alemanha somados. Mas nos últimos anos, passou a ser também laboratório de inteligência artificial, potência espacial e investidora nos quatro cantos do planeta, além de já ser, pelo critério de paridade de poder de compra, a maior economia do mundo, à frente dos próprios Estados Unidos.

Antes de começar, responda no caderno:

Esta aula vai mostrar como um país governado por um partido único se tornou a segunda maior economia do mundo e começa a desafiar a hegemonia americana.


O problema que esta aula vai iluminar

Como a China conseguiu crescer a taxas de 8 a 10% ao ano por quatro décadas seguidas, tirar centenas de milhões de pessoas da pobreza e se tornar potência industrial, tecnológica e militar, mantendo ao mesmo tempo um sistema político de partido único com controle rígido da informação e da dissidência? O modelo chinês é um caso único na história, e entendê-lo exige abandonar as categorias simples de "capitalismo" e "socialismo".

Essa mesma pergunta divide economistas e cientistas políticos até hoje: uns veem no caso chinês a prova de que um Estado forte e centralizado é mais eficiente para tirar um país da pobreza do que a democracia liberal; outros apontam que o crescimento chinês teve um preço alto em direitos individuais, liberdade de expressão e vigilância da população, e que esse preço pode se tornar ainda mais visível conforme a economia desacelera e o país precisa administrar problemas como a crise imobiliária e o envelhecimento populacional sem abrir mão do controle político.


A ascensão econômica da China

Em 1978, a China era um país empobrecido, saindo do caos da Revolução Cultural de Mao Tsé-tung. O PIB per capita era inferior ao de países subsaarianos. Naquele ano, Deng Xiaoping assumiu o poder e implementou as "Reformas e Abertura": manteve o controle político do Partido Comunista, mas abriu a economia para o mercado e para o investimento estrangeiro. Criou as Zonas Econômicas Especiais, onde o investimento estrangeiro era bem-vindo com impostos reduzidos e trabalhadores baratos.

O resultado foi um crescimento sem precedentes na história humana: por quatro décadas, a China cresceu a uma média de 9% ao ano. Entre 1978 e 2015, 800 milhões de pessoas saíram da pobreza extrema, a maior redução da pobreza na história. A China passou de país de renda baixa para a segunda maior economia do mundo, atrás apenas dos EUA.

O modelo é chamado de capitalismo de Estado: o Estado controla os setores estratégicos (bancos, energia, telecomunicações, defesa) e dirige o investimento privado por meio de planos quinquenais. O Partido Comunista tem células em todas as grandes empresas, incluindo empresas privadas de tecnologia como Alibaba e Tencent. O mercado é real, mas o Estado define as regras do jogo e pode mudar essas regras a qualquer momento.

Esse arranjo político tem nome oficial: "socialismo com características chinesas para uma nova era". A doutrina, também chamada de Pensamento de Xi Jinping, entrou no Estatuto do Partido em 2017 e foi escrita na Constituição chinesa em 2018, no mesmo momento em que o Congresso Nacional do Povo aboliu o limite de dois mandatos presidenciais que existia desde os anos 1980. Enquanto democracias liberais trocam de governo a cada quatro ou cinco anos, a China aposta na continuidade de um mesmo projeto político por décadas, o que garante planejamento de longo prazo para empresas e investidores, mas também concentra poder e reduz os mecanismos de controle sobre erros de quem governa.

Mas o mesmo modelo que produziu décadas de crescimento acelerado também gerou distorções profundas. Desde 2021, a China enfrenta uma crise imobiliária que já dura mais de meia década: incorporadoras gigantes como a Evergrande deram calote em suas dívidas, deixando o país com dezenas de milhões de imóveis vazios e os preços em queda na maioria das grandes cidades. Como o setor imobiliário concentra boa parte da riqueza das famílias chinesas, a crise corrói a confiança do consumidor e freia o consumo interno, um dos pilares que o governo tenta fortalecer para depender menos das exportações.

Ao mesmo tempo, a China enfrenta um envelhecimento populacional acelerado: a população caiu pelo quarto ano seguido em 2025, com o menor número de nascimentos desde a fundação da República Popular, em 1949, resultado tardio da antiga política do filho único somada ao alto custo de vida nas cidades. Menos jovens entrando na força de trabalho e mais idosos para sustentar é uma equação que preocupa economistas: a China corre o risco de "envelhecer antes de enriquecer", ao contrário do que aconteceu com países como Japão e Coreia do Sul, que já eram ricos quando suas populações começaram a encolher.

Gráfico de crescimento do PIB chinês de 1978 a 2023 e comparação com EUA e outros países Crescimento do PIB chinês (1978-2023). Fonte: Banco Mundial.

A Nova Rota da Seda e a presença da China no mundo

Em 2013, o presidente Xi Jinping lançou a Nova Rota da Seda (Belt and Road Initiative): um projeto de investimento global em infraestrutura com mais de US$ 1 trilhão estimados e presença em mais de 140 países. A China financia a construção de portos, ferrovias, rodovias, usinas e redes 5G em países da Ásia, África e América Latina.

O projeto tem dois objetivos principais: criar mercados para as exportações e empresas chinesas, e garantir acesso a recursos naturais que a China precisa (petróleo, minerais, alimentos) mas não tem em quantidade suficiente. Para os países receptores, os investimentos podem acelerar o desenvolvimento, mas os críticos alertam para o "ciclo da dívida": países pobres tomam empréstimos que não conseguem pagar e acabam cedendo concessões estratégicas à China.

A China no Brasil: a China é o principal parceiro comercial do Brasil desde 2009, absorvendo cerca de 30% de tudo o que o país exporta. Compra soja, minério de ferro, petróleo e carne. Empresas chinesas controlam parte significativa da transmissão de energia elétrica e da distribuição de gás no Brasil, incluindo redes antes operadas por estatais brasileiras privatizadas. A BYD, montadora elétrica chinesa, comprou a antiga fábrica da Ford em Camaçari, na Bahia, e a transformou em seu maior complexo industrial fora da China, produzindo carros elétricos e híbridos para o mercado sul-americano.

Essa relação traz investimentos, tecnologia e um mercado garantido para commodities brasileiras, mas também reforça um perfil exportador de matéria-prima que lembra o padrão colonial: o Brasil vende produtos primários de baixo valor agregado e importa manufaturados de maior valor, incluindo peças eletrônicas, máquinas e agora carros elétricos completos. É uma dependência que se parece, em estrutura, com a antiga relação entre colônia e metrópole, mesmo sem colonização política formal.


A hidrografia chinesa: dois rios, um país dividido em norte e sul

A China dinâmica das fábricas e da Nova Rota da Seda depende, na base, de um problema físico antigo: a água do país está no lugar errado. Cerca de 80% dos recursos hídricos chineses ficam na bacia do Rio Yangtzé, no centro-sul do país, enquanto metade da população chinesa e dois terços das terras agricultáveis estão no norte, na bacia do Rio Amarelo, que tem vazão bem menor e sofre com secas recorrentes.

O Yangtzé nasce no planalto do Tibete e atravessa o país até Xangai, sendo a principal via navegável da China e o eixo da região mais industrializada do país. Nele foi construída a Represa das Três Gargantas, maior usina hidrelétrica do planeta, capaz de gerar tanta energia quanto mais de 20 usinas nucleares. A obra controla enchentes e abastece de eletricidade limpa boa parte do país, mas inundou vales inteiros, deslocou cerca de 1,3 milhão de pessoas e prejudicou espécies fluviais. É um símbolo perfeito do modelo chinês: resultado gigantesco, decidido de cima para baixo pelo Estado, com custo humano e ambiental que a população afetada não teve poder de negociar.

Já o Rio Amarelo, berço da civilização chinesa há mais de quatro mil anos, é apelidado de "Tristeza da China" pelas enchentes que historicamente devastaram vilarejos inteiros no norte do país. Hoje o problema se inverteu parcialmente: o crescimento das cidades e da agricultura irrigada no norte fez a demanda por água superar a oferta, e trechos do rio já ficaram secos por semanas em anos de seca severa.

Para resolver esse desequilíbrio, o governo chinês construiu o Projeto de Transferência de Águas Sul-Norte, uma rede de canais que já moveu mais de 76 bilhões de metros cúbicos de água do Yangtzé para o norte, beneficiando mais de 185 milhões de pessoas. A obra é dividida em três grandes rotas, a Leste, a Central e a Oeste, cada uma ligando trechos diferentes do Yangtzé a regiões do norte, incluindo Pequim e Tianjin, e quando estiver totalmente concluída deve mover quase 45 bilhões de metros cúbicos de água por ano. É outro exemplo do mesmo padrão: um Estado capaz de mobilizar recursos e mão de obra em escala continental para resolver, em décadas, um problema que a natureza levou milênios para criar.


QUESTÃO PRÁTICA

O modelo econômico chinês é classificado como "capitalismo de Estado" porque:

A China como potência tecnológica e geopolítica

A China não é mais apenas "a fábrica do mundo". Nas últimas duas décadas, tornou-se também uma potência de inovação tecnológica. Empresas como Huawei (telecomunicações e chips), BYD (carros elétricos), DJI (drones), Alibaba e Tencent (plataformas digitais) competem globalmente com empresas americanas e europeias, muitas vezes com vantagem.

Na corrida pela inteligência artificial, a China é o segundo maior investidor mundial, atrás apenas dos EUA. Em 2025, a startup chinesa DeepSeek lançou um modelo de IA que atingiu desempenho comparável ao dos líderes americanos usando muito menos poder computacional, provocando queda nas ações de empresas de tecnologia dos EUA e mostrando que as restrições americanas à venda de chips avançados para a China não impediram o país de inovar: apenas o forçaram a fazer mais com menos. Em energia solar e carros elétricos, a China domina: produz mais de 80% dos painéis solares do mundo e exporta mais carros elétricos do que qualquer outro país. Isso coloca a China na vanguarda das tecnologias que vão definir a transição energética global.

Militarmente, a China tem o maior exército do mundo em número de soldados, o segundo maior orçamento de defesa e um programa espacial avançado: pousou sondas na Lua e em Marte, e tem sua própria estação espacial em órbita. A disputa com os EUA pelo domínio dos chips semicondutores (essenciais para IA, armas e eletrônicos) tornou-se um dos principais fronts da rivalidade sino-americana.

A tensão com Taiwan: Taiwan (Formosa) é uma ilha de 23 milhões de habitantes que a China considera parte de seu território ("Uma China"). Governada desde 1949 por um governo separado após a guerra civil chinesa, Taiwan tem uma democracia vibrante e é o maior produtor mundial de chips semicondutores avançados (empresa TSMC). Uma invasão chinesa de Taiwan interromperia 60% do fornecimento mundial de chips. EUA e China estão em tensão crescente sobre o futuro da ilha: incursões de aviões e navios chineses no estreito de Taiwan se tornaram quase diárias, e analistas internacionais já apontam uma possível invasão a partir de 2027 como cenário de risco real.

Ao mesmo tempo, EUA e China vivem um vaivém de guerra comercial e diplomacia direta. Em 2025 e 2026, os dois países aplicaram e depois recuaram tarifas pesadas um sobre o outro (chegaram a 145% sobre produtos chineses em abril de 2026, antes de uma trégua reduzir o percentual), assinaram uma trégua comercial de um ano na Coreia do Sul em outubro de 2025 e Xi Jinping recebeu Donald Trump em Pequim em maio de 2026, quando alertou que um desacordo sobre Taiwan poderia levar a um conflito direto. Em agosto de 2026, depois de nova visita de Trump a Pequim, os dois governos avançavam para reduzir ainda mais as tarifas por meio de um conselho de comércio bilateral, com a China retomando compras de aviões Boeing, sinal de que a rivalidade convive com dependência econômica mútua.


QUESTÃO PRÁTICA

Taiwan é estrategicamente importante porque:

TEXTO DE APOIO

"A China não seguiu o receituário neoliberal que os países ocidentais e o FMI prescreveram para os países em desenvolvimento: não privatizou tudo, não abriu o mercado financeiro precipitadamente, não removeu os controles de capital. Em vez disso, usou o Estado como instrumento ativo de industrialização e desenvolvimento tecnológico. O resultado foi o maior crescimento econômico sustentado da história humana. Isso não significa que o modelo é replicável nem que é justo, mas significa que o debate sobre desenvolvimento precisa ser muito mais aberto do que tem sido."

CHANG, Ha-Joon. Chutando a Escada: A Estratégia do Desenvolvimento em Perspectiva Histórica. Unesp, 2004, p. 67.

Com base no texto de Chang e no que você estudou, responda:

1. Chang compara o modelo chinês ao "receituário neoliberal" que o FMI prescreve. Quais são as principais diferenças entre os dois modelos? O que a China fez diferente que países africanos e latino-americanos foram aconselhados a não fazer?

2. O autor diz que o modelo chinês "não significa que é replicável nem que é justo". Quais aspectos do crescimento chinês têm custos humanos (direitos trabalhistas, controle político, desigualdade regional)? Seria possível ter o crescimento sem esses custos?


O que mudou no seu olhar?

Antes parecia que a China era apenas uma imensa fábrica de produtos baratos governada por comunistas. Agora você vê que ela é um modelo econômico único no mundo, nem capitalismo liberal nem socialismo, que tirou 800 milhões de pessoas da pobreza em 40 anos, que projeta poder global por meio de infraestrutura e tecnologia, e que a relação do Brasil com a China nos faz exportar matéria-prima como no tempo colonial. Você também viu que esse mesmo Estado que planeja a economia em ciclos de cinco anos também redesenha rios inteiros, movendo água do sul para o norte em uma escala que nenhuma democracia jamais tentou.

A China nos desafia a pensar de forma mais complexa sobre desenvolvimento, democracia e poder global. Mas o mesmo Estado forte que ergueu represas e tirou milhões da pobreza também sufoca minorias e regiões inteiras que resistem ao controle de Pequim: é isso que a próxima aula vai mostrar, ao tratar dos conflitos internos da China em Tibete e Xinjiang, da relação tensa com Taiwan e Hong Kong, das disputas no Mar do Sul da China e da questão da Coreia do Norte.

Conceitos estudados nesta aula:


O que foram as Reformas e Abertura de Deng Xiaoping?

A partir de 1978, Deng implementou reformas que mantiveram o controle político do Partido Comunista, mas abriram a economia ao mercado. Criou as Zonas Econômicas Especiais, que atraíram investimento estrangeiro com impostos baixos e trabalhadores baratos. Reformou a agricultura, devolvendo parcelas de terra às famílias. Incentivou empresas privadas enquanto manteve o Estado dominante nos setores estratégicos. A política ficou conhecida pelo lema "não importa se o gato é branco ou preto, desde que cace ratos" (pragmatismo econômico sem dogmatismo ideológico).

Por que a China é o maior parceiro comercial do Brasil?

A China tem 1,4 bilhão de consumidores e uma indústria que demanda enormes quantidades de matéria-prima. O Brasil tem o que a China precisa: soja (para alimentar suínos e aves da indústria alimentícia chinesa), minério de ferro (para a indústria siderúrgica), petróleo e carne. A China passou a ser destino de cerca de 30% das exportações brasileiras. A dependência é real: se a China para de comprar soja, o preço despenca e o agronegócio brasileiro é afetado imediatamente.

O que é o conflito dos chips entre EUA e China?

Chips semicondutores são a base de toda tecnologia moderna: smartphones, computadores, carros, aviões, armas e inteligência artificial. Os chips mais avançados são produzidos principalmente na Taiwan (TSMC) e dependem de equipamentos holandeses (ASML) e de softwares americanos. Os EUA, temendo que a China use chips avançados para fins militares e para ultrapassá-los na corrida pela IA, impôs restrições à venda de chips e de equipamentos para fabricação de chips para empresas chinesas desde 2022. A China está tentando construir sua própria cadeia de chips, mas ainda está anos atrás dos líderes.

Por que a água é um problema geográfico tão grande na China?

Porque a água chinesa está distribuída de forma muito desigual: cerca de 80% dos recursos hídricos do país ficam na bacia do Rio Yangtzé, no sul, enquanto metade da população e dois terços das terras agricultáveis estão no norte, na bacia do Rio Amarelo, região historicamente mais seca. Para corrigir esse desequilíbrio, o governo construiu represas como a das Três Gargantas e o Projeto de Transferência de Águas Sul-Norte, uma rede de canais que já moveu mais de 76 bilhões de metros cúbicos de água do sul para o norte. São obras que resolvem um problema real, mas que também deslocaram milhões de pessoas e mudaram ecossistemas inteiros, um custo que raramente aparece nas manchetes sobre o "milagre econômico" chinês.




Ficha de conceitos


Produção

No início desta aula, você foi questionado sobre os objetos ao seu redor com etiqueta "Made in China" e sobre o que a China quer com seus investimentos globais. Agora você pode conectar esses objetos a um modelo econômico específico, com suas vantagens, suas contradições e suas consequências para países como o Brasil.

Opção A: O Brasil exporta soja e minério de ferro para a China e importa manufaturados. Escreva um texto de 15 a 20 linhas analisando essa relação: quem se beneficia mais, quais são os riscos para o Brasil de depender tanto de um único parceiro, e o que seria necessário para que a relação fosse mais equilibrada. Compare com a relação do Brasil com Portugal no período colonial.

Opção B: A China tirou 800 milhões de pessoas da pobreza em 40 anos sem democracia. Os EUA são uma democracia com 40 milhões de pessoas vivendo em pobreza. O que esses dois dados revelam sobre a relação entre sistema político e desenvolvimento econômico? É possível ter desenvolvimento sem democracia? É possível ter democracia sem desenvolvimento? Escreva um texto de 15 a 20 linhas explorando essas contradições.


Questões para responder no caderno

1. O que foram as Reformas e Abertura iniciadas por Deng Xiaoping em 1978? Quais foram as principais medidas?

2. O que são as Zonas Econômicas Especiais? Qual foi o papel de Shenzhen nesse processo?

3. O que é o "capitalismo de Estado" chinês? Como ele difere do capitalismo liberal e do socialismo tradicional? Esse mesmo padrão de controle estatal aparece também na gestão de recursos naturais: explique como o Projeto de Transferência de Águas Sul-Norte resolve o desequilíbrio hídrico entre o sul e o norte do país.

4. O que é a Nova Rota da Seda? Quais são seus objetivos declarados e quais são as críticas ao projeto?

5. Por que a China é o principal parceiro comercial do Brasil? Quais são os produtos que o Brasil exporta para a China?

6. Por que Taiwan é estrategicamente importante para a geopolítica mundial? O que é a TSMC?

7. A China tirou 800 milhões de pessoas da pobreza em 40 anos sem democracia liberal. O que isso revela sobre a relação entre sistema político e desenvolvimento econômico? Significa que a democracia é dispensável para o desenvolvimento?

8. O Brasil exporta soja e minério para a China e importa manufaturados. Qual é a semelhança dessa relação com o que o Brasil fazia com Portugal na época colonial? Quais são os riscos e os benefícios dessa relação para o Brasil?

9. Por que os EUA impôs restrições à venda de chips semicondutores para a China? O que essa disputa revela sobre a rivalidade sino-americana?

10. O "ciclo da dívida" da Nova Rota da Seda é uma forma de neocolonialismo? Compare os investimentos chineses em países africanos e latino-americanos com os investimentos europeus durante o colonialismo clássico: quais são as semelhanças e as diferenças?


Antes de finalizar, vamos fazer as questões!



Para saber mais:

Referências Bibliográficas

📚 Sugestões de Livros

Para quem quer ir além da aula, com literatura



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